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Capital registra quarto óbito por leishmaniose visceral humana

11/10/2017 19:08:37

Uma menina de dois anos e oito meses é a quarta vítima fatal de leishmaniose visceral humana registrada em Porto Alegre no período de um ano. O óbito ocorreu em 1º de outubro, dois dias após a notificação da suspeita à Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (CGVS/SMS) pelo Hospital de Clínicas.
 
A paciente residia no bairro Cascata, especificamente nos altos do Morro da Embratel, e foi internada no Hospital de Clínicas em meados de setembro. Desde julho, passava por tratamento oncológico, pois biópsia de medula não detectou leishmania.
 
No final de setembro, o quadro clínico da criança sofreu agravamento. Já internada na UTI pediátrica, passou por nova biópsia de medula, que indicou a presença de estruturas compatíveis com amastigotas de leishmania. Outro exame, sorológico, foi feito no Laboratório Central do Estado, com resultado positivo na prova de imunofluorescência.
 
Desde a notificação do caso, diferentes equipes da CGVS/SMS têm atuado em campo. Como a notificação foi feita por um hospital, a primeira tarefa foi identificar o endereço da família da paciente e da unidade de saúde referência na rede municipal. Divergências de informações foram dirimidas e, em 4 de outubro, foi realizada a primeira visita para diagnóstico da área, identificação da Unidade de Saúde referência e acolhimento da família.
 
No dia 6, uma reunião na Unidade-Referência para atendimento da família, para socialização das informações e definição dos passos seguintes a serem adotados: busca ativa de casos suspeitos na abrangência da US Altos da Embratel, procedimentos para vinculação da família à US, orientação para a operação de aplicação de inseticida na área externa e interna da residência da família e orientação sobre ação para coleta de sangue.

Também foi definida a realização de nova rodada de capacitações, desta vez para profissionais de saúde de unidades da Gerência Distrital de Saúde (GD/SMS) Glória Cruzeiro Cristal, que abrange cerca de 50% das áreas consideradas de risco para transmissão de LVH no município – agentes de combate a endemias, agentes comunitários de saúde, enfermeiros e médicos e coordenadores de Unidades de Saúde. A partir da próxima semana, com a melhoria das condições climáticas, poderá ser programada a ação para aplicação de inseticida no peridomicílio e no interior da residência da família. Também deverá ser programada a coleta de sangue dos cães da região.
 
Na primeira semana de novembro, também com data a ser marcada, deve ser realizada sensibilização para profissionais de serviços de Emergência e Pronto Atendimentos, na qual será apresentado o mapa das áreas de risco para LVH no município, além de aspectos relacionados ao vetor e sintomas e diagnóstico da doença, cuja letalidade em Porto Alegre apresenta índice de 80% até o momento. O médico Benjamin Roitman, da CGVS/SMS destaca que informações sobre o cenário epidemiológico da LVH também devem ser levadas a reuniões específicas de especialidades médicas, com ênfase para hematologistas e oncologistas.
 
Desde setembro de 2016, foram diagnosticados cinco casos de LVH na Capital, com registro de quatro mortes e tratamento eficaz em uma criança, que teve diagnóstico precoce. Outros três casos suspeitos estão em investigação na cidade.


/leisshmaniose /saude /vigilancia

Texto de: Patricia Coelho
Edição de: Fabiana Kloeckner
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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