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Professora da Neusa Brizola é finalista do Prêmio RBS de Educação

08/12/2017 08:55:53

Foto: Divulgação/ PMPA
Raquel é finalista na categoria Destaque Inclusão

Raquel é finalista na categoria Destaque Inclusão

A professora Raquel Daniele Gonzalez de Oliveira da Silva, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Neusa Goulart Brizola, bairro Cavalhada, é finalista na categoria "Destaque Inclusão do Prêmio RBS de Educação". A cerimônia que revelará os vencedores será nesta sexta-feira, 8, a partir das 18h, e contará com a presença do secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito. Com o projeto “A cor do paraíso”, Raquel concorre com mais duas iniciativas: do Colégio Farroupilha, escola privada de Porto Alegre, e outra de Caxias do Sul, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Teotônio Vilela.

A partir do projeto, Raquel trabalhou com seus alunos do 4º ano a leitura e a escrita, tendo como mote o tema da inclusão. As atividades incluíram também a linguagem do cinema, os vínculos familiares, os valores de respeito à diversidade e o aprendizado do sistema braile. “Todos os anos eu trabalho projetos de inclusão com minhas turmas. Estudei em escola que atendia cegos e pessoas de baixa visão e me sinto responsável. Esse projeto começou modesto, para durar duas ou três semanas, mas foi se ampliando e ganhando forma, devido ao forte envolvimento dos alunos”, conta.

Tudo começou com o filme “A cor do paraíso”, longa iraquiano que conta a história de um menino cego que não é aceito pelo pai. A película emocionou a turma e despertou ainda mais o interesse pela temática. A próxima atividade foi a leitura, a confecção de resumos e o debate acerca dos 11 livros da coleção “Era uma vez um conto inclusivo”, em que cada história traz um personagem dos contos de fada clássicos com algum tipo de deficiência. Na tradicional festa do Dia da Família na escola, Raquel convidou o marido, acadêmico de Psicologia da Ufrgs, deficiente visual e instrutor de braile, para conversar com os alunos e pais sobre suas curiosidades a respeito dos temas: inclusão e braile. “As crianças gostaram muito e, a partir daí, comecei a ensinar o braile para eles, com regletes e punções emprestados da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul. É um exercício muito difícil, pois a pessoa que consegue ler e escrever em braile é uma pessoa que desenvolve várias competências, pois essa atividade exige muito do cérebro”, descreve.

Avançando na temática, a turma também realizou pesquisas no laboratório de informática da escola sobre pessoas com deficiência que se tornaram famosas por suas contribuições à sociedade, como a educadora paulista Dorina de Gouvêa Nowill, a farmacêutica Maria da Penha, que dá nome à lei que aumenta o rigor da punição à violência doméstica, a escritora, conferencista e ativista social americana Hellen Keller, a pintora mexicana Frida Kahlo, o compositor alemão Beethoven, e o próprio criador do sistema de leitura para cegos, Louis Braille. Eles fizeram resumos, construíram cartazes e apresentaram seus trabalhos aos colegas. “Observei que os alunos desenvolveram a competência da leitura silenciosa e também em voz alta, perdendo a vergonha e o medo de expor. Além disso, perceberam que todas as pessoas merecem respeito, apesar das suas limitações”, comemora Raquel.

 




/educacao

Texto de: Cristina Lac
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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