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EPTC faz vistoria gratuita para motos e ações educativas

12/07/2018 08:25:17

Foto: Brayan Martins/ PMPA
Atividades ocorrem nesta sexta, das 14h às 16h, na rua João Neves da Fontoura, 7

Atividades ocorrem nesta sexta, das 14h às 16h, na rua João Neves da Fontoura, 7

Mesmo que as motos representem apenas 11% (94 mil) da frota de veículos cadastrados na Capital (835 mil), entre 2013 e 2017 os motociclistas se envolveram em 40% dos óbitos no trânsito. Foram 550 vítimas fatais nestes últimos cinco anos, sendo 220 casos relacionados às motos, considerando motociclistas e pedestres atropelados por motocicletas. No primeiro semestre de 2018, entre as 42 mortes no trânsito, 22 casos estiveram relacionados às motos, sendo 15 condutores, um carona e seis pedestres vítimas de atropelamentos. Em razão desta realidade preocupante, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) destacou julho como mês de reforço em ações para redução de riscos na circulação das motos. A abertura das atividades ocorre nesta sexta-feira, 13, com vistoria gratuita de motos, das 14h às 16h, na rua João Neves da Fontoura, 7, portão 3 (rampa), com orientações sobre cuidados envolvendo basicamente itens de segurança.
 
Durante a vistoria haverá distribuição de material educativo, além de orientações aos condutores sobre prevenção da saúde. Alunos do curso de Enfermagem da Faculdade FACTUM realizarão testes de Glicemia Capilar e Verificação Arterial, bem como orientações sobre Diabetes e Hipertensão. Essa parceria deve-se a adesão da FACTUM ao projeto EPTC no Ensino Superior. A iniciativa é da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), por intermédio da EPTC, via Coordenação de Educação para a Mobilidade (CEM); e da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, de acordo com o programa Vida no Trânsito.

Programação
 
Sexta-feira, 13, das 14h às 16h, vistoria gratuita de motos na sede da EPTC, rua João Neves da Fontoura nº 7, portão 3 (rampa). A ação envolve a vistoria de diversos itens na moto, principalmente nas condições de conservação e segurança do veículo. Será disponibilizada a aferição de pressão arterial dos condutores, para evitar riscos de quedas. As vistorias serão repetidas em julho, sempre com reserva pelo siteAgentes de educação para o trânsito distribuirão material com dicas para pilotagem segura
 
Terça-feira, 17, ação educativa no Centro de Formação de Condutores Dornelles, avenida Cristóvão Colombo, 1.777, envolvendo futuros condutores para uma circulação com menos riscos de acidentes com motos. Haverá palestra, distribuição de material informativo e apresentação de vídeo com situações de riscos e acidentes com motos

Terças-feiras, 17
, 24 e 31/7: blitze educativas em pontos de maior concentração de motos, com orientações sobre cuidados básicos sobre itens de segurança
 
Quarta-feira, 25, 9h, reunião com representantes de revendas de motos para estabelecer  parceria no Programa Motociclista Seguro, que em será implantado em parceria com o Detran. Auditório da EPTC, rua João Neves da Fontoura, 7
 
Pesquisa 
De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Programa Vida no Trânsito/SMS/Detran - ação coordenada  pelo Ministério da Saúde para fortalecimento de preservação de lesões e mortes no trânsito, a partir da análise de acidentes com óbitos e feridos graves, criando estratégias de intervenções voltadas à segurança no trânsito, as principais razões da acidentalidade com motos em Porto Alegre são as seguintes, dentro de um quadro geral de imprudências: excesso de velocidade, associação de uso de álcool e direção, sendo que, em média, 25% dos condutores acidentados não eram habilitados (sem CNH) a conduzir motos.
 
Perfil - Complementando as causas da acidentalidade, a pesquisa do Programa Vida no Trânsito procurou entender o comportamento dos condutores de motos em Porto Alegre, identificando o perfil, hábitos de segurança, como eles percebem sua exposição aos fatores de risco e como analisam o compartilhamento da via com os demais usuários. Para isso, foram entrevistados mais de 500 motociclistas entre os meses de junho e julho de 2017. Resultado: os condutores de motos que circulam na Capital são predominantemente do sexo masculino (91,6%), idade entre 25 e 39 anos (56,8%), com nível médio de escolaridade (61,2%) e residentes em Porto Alegre (70,2%). Esses motociclistas conduzem principalmente motos de até 150 cilindradas (61,9%), utilizadas para deslocamento ao trabalho (53,3%) ou como instrumento de trabalho (33,5%), sendo usadas todos os dias (71,8%).
 
Comportamento - Os entrevistados afirmaram também que não sofreram acidentes (78,0%) ou receberam notificação de infrações (57,9%) nos últimos 12 meses. Também declararam sempre utilizar alguns dos principais equipamentos de segurança: capacete (100%), óculos para proteção/viseira (81%) e luvas (33,7%). Com relação ao comportamento no trânsito, muitos motociclistas foram favoráveis ao uso do “corredor” entre os veículos para seus deslocamentos e consideraram aceitável o desrespeito ao sinal semafórico em locais de risco, principalmente à noite. Além disso, criticaram o uso de álcool ou celular na direção. 
 
Dados Gerais - No Brasil, o crescimento da utilização de motocicletas é um fenômeno relativamente recente. Segundo o Denatran, em 1970, de um total de 2,6 milhões de veículos, somente 62.459 eram motocicletas, 2,4% do total da frota. No ano 2000, eram 4 milhões de motocicletas, 13,6% da frota total do país. Em 2010, representavam 25,5% do total nacional de veículos (16,5 milhões). Observa-se no Brasil um crescimento da mortalidade de motociclistas de 74,2% dos anos de 2001 para 2015, passando a taxa de mortalidade de 1,81 óbitos/100mil habitantes para 5,93 óbitos /100 mil habitantes (Datasus).

Porto Alegre – Na Capital, a proporção de motocicletas na frota cresceu quase 50% em 15 anos. De 7,6% da frota do município (49.125 motocicletas) em 2001 para 11,32% (94.461) em 2017. Um dado inquietante é o da mortalidade dos acidentes de motocicleta, quando se relativiza pelo tamanho da frota existente. Em 2001, os óbitos de motociclistas representavam 17% do total de mortes em acidentes de trânsito em Porto Alegre. Essa proporção aumentou para 40% em 2017. 
 
Acidentes - De acordo com levantamento da Coordenação de Informações de Trânsito (CIT) da EPTC, os locais de Porto Alegre com maior número de acidentes com motos, entre 2016 e maio de 2018, foram os seguintes:  Protásio Alves, 407; Bento Gonçalves, 327; Assis Brasil, 313; Sertório, 222 e Ipiranga, 202 (vias); Oscar Pereira x Aparício Borges, 11; Ipiranga x Salvador França, 8; Ipiranga x Silva Só, 8; Sertório x Ceará, 6; Otto Niemeyer x Cavalhada, 6 (cruzamentos). 
 



/educacao_transito

Texto de: Claudio Furtado
Edição de: Fabiana Kloeckner
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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