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Roda de conversa debate a inclusão na educação infantil

15/05/2019 18:52:34

Foto: Manoelle Duarte/SMED PMPA
Smed conta com 20 professoras especializadas em educação especial

Smed conta com 20 professoras especializadas em educação especial

Um novo ciclo de rodas de conversa inclusiva promovidas pelas secretarias municipais de Educação (Smed) e do Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE) teve início nesta quarta-feira, 15. O tema do primeiro encontro deste ano foi “Inclusão na educação infantil”. Atualmente, a Rede Municipal de Ensino possui 285 crianças matriculadas nas Emeis ou nas turmas de jardim A e B nas Emefs, e 167 alunos matriculados nas escolas da rede comunitária, com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista, além de vários casos em investigações. 
 
Conforme explica a coordenadora de Educação Especial da diretoria Pedagógica da Smed, Cláudia Amaral Lamprecht, a secretaria conta com 20 professoras especializadas em educação especial, que fazem o suporte à inclusão nas escolas da rede municipal e comunitária, que atuam nas áreas de Educação Precoce (EP) e na Psicopedagogia Inicial (PI). As crianças atendidas podem ter os transtornos de desenvolvimento detectados antes, durante ou após o nascimento, sejam questões decorrentes de prematuridade extrema, síndromes, paralisia cerebral, microcefalia, deficiência, Transtorno do Espectro Autista ou atraso no desenvolvimento.

Os atendimentos em Educação Precoce são semanais e ocorrem com crianças de zero a três anos de idade, com a presença de um familiar. Já o atendimento da Psicopedagogia Inicial é realizado semanalmente, com crianças de três a seis anos, individualmente ou em grupo, dependendo das características das crianças. os atendimentos ocorrem nas quatro escolas especiais do município: Emeefs Professora Lygia Morrone Averbuck, no bairro Jardim do Salso; Elyseu Paglioli, no bairro Cristal; Emeef Prof Luiz Francisco Lucena Borges, no bairro Jardim Itu; e Tristão Sucupira Viana, no bairro Restinga.
 
Família - Durante o bate-papo, as professoras Ana Del Grande, da Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental (Emeef) Professora Lygia Morrone Averbuck, e Simone Amaral, da Emeef Elyseu Paglioli, explicaram seu trabalho como professoras de EP de referência e de assessoria à inclusão das escolas de suas respectivas regiões. A professora Simone esclarece que o trabalho de EP/PI em Porto Alegre é desenvolvido desde 1996 de maneira a nortear as escolas da cidade.
 
A professora Ana ressalta as frentes de trabalho em que a EP/PI é utilizada, iniciando com a Assessoria de Apoio à Inclusão em escolas das redes municipal e comunitária, onde são identificados alunos com deficiência, depois o atendimento em EP/PI ao aluno com deficiência e interlocuções com profissionais de outros setores, como saúde, porém ressalta: “A primeira inclusão acontece na família e a presença de um adulto no atendimento é fundamental”.
 
Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) de Surdos Bilíngue Salomão Watnick, no bairro Intercap, a professora Júlia Barreto, realiza o atendimento de EP/PI auditiva. Júlia explica que no trabalho da EP/PI auditiva, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é adaptada para ensinar os sinais corporais e gestuais, como uma forma de linguagem para as crianças de zero a seis anos com deficiência auditiva ou que ainda não desenvolveram a fala, bem como os pais e responsáveis que participam do atendimento. A professora de EP/PI, Andréa Amaral dos Santos, da Emeef Prof Luiz Francisco Lucena Borges, e a professora de PI, Carla Gonzalez, da Emeef  Elyseu Paglioli, salientaram a escuta das famílias no atendimento aos alunos.
 
Visão - A professora Monica Prisco realiza o atendimento de EP/PI Visual na Emef Salomão Watnick, explica que o trabalho de estimulação precoce visual tem como principal objetivo propiciar o maior número de sensações e experiências motoras e visuais. Como o desenvolvimento da visão ocorre até os sete ou oito meses, o ingresso do aluno com cegueira ou baixa visão no atendimento de EP/PI pode identificar o resíduo de visão do aluno e, assim, melhorar a eficiência visual do aluno.
 
A roda de conversa, que visa a oportunizar uma troca de experiências e ideias entre educadores e a comunidade em geral, contou com a presença de professores, educadores, coordenadores pedagógicos de escolas das redes municipal, comunitária e privada, e estagiários de educação especial da rede municipal. 
 
O encontro também contou com a presença de demais entidades como a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders), Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre (Comdepa) e o diretor de Acessibilidade e Inclusão Social da SMDSE, Jorge Heleno Brasil. A próxima roda de conversa está prevista para o dia 17 de julho e terá como tema a inclusão no ensino fundamental.
 
Rodas de Conversa Inclusiva - No ano passado, o auditório da Smed foi palco de cinco rodas de conversa inclusivas. A primeira, em março, sobre síndrome de Down, debateu a importância de ações dentro da escola que melhorem o aprendizado desses alunos. Em maio, o bate-papo foi sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA); em julho, sobre a inclusão de jovens com deficiência no mercado de trabalho e o Programa de Trabalho Educativo (PTE) da Smed; em setembro, a inclusão escolar de deficientes visuais foi o tema do encontro; e, em novembro, a última roda de conversa abordou as altas habilidades e superdotação.
 


/educacao /escolas /inclusao

Texto de: Vitória Garcia (estagiária) / Supervisão: Cristina Lac
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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