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Jornada do HPS discute atendimento a pacientes queimados

04/10/2019 15:15:46

Foto: Patrícia Coelho/ SMS PMPA
Profissionais relataram sobre o atendimento multidisciplinar a pacientes

Profissionais relataram sobre o atendimento multidisciplinar a pacientes

O segundo dia de trabalhos da 2ª Jornada de Trauma e Urgência do HPS, nesta sexta-feira, 4, contou com relatos de profissionais do hospital sobre o atendimento multidisciplinar a queimados, na mesa redonda O Grande Queimado. Temas como atendimento inicial, aspectos psicológicos no paciente, terapia nutricional, fisioterapia no atendimento e internação e procedimentos cirúrgicos estiveram em exposição.

A médica Elisabete Weber, cirurgiã plástica do HPS, explanou que, de acordo com estatísticas nacionais, aproximadamente 1 milhão de pessoas sofre queimaduras no Brasil todos os anos. Desses, 100 mil procuram atendimento hospitalar, dos quais cerca de 2,5 mil morrem em decorrência das queimaduras. No HPS, de acordo com a médica, foram internados, em 2018, 230 pacientes vítimas de queimaduras, que geraram 200 procedimentos cirúrgicos. 

Rodrigo Pacheco, profissional do HPS, abriu a manhã falando sobre o atendimento inicial ao paciente e as medidas necessárias para a estabilização do queimado. Na sequência, a psicóloga Anete Fadel pergunta à plateia se é possível falar em normatização dos aspectos relacionados ao paciente queimado. "Não há fórmula pronta, pois cada caso indica uma linha de intervenção", frisa. Também questiona se as pessoas estão preparadas para ser pacientes do HPS e pacientes por queimaduras. A psicóloga, ao relatar casos e alertar sobre as necessidades e abrangência do atendimento psicológico ao paciente, destaca que a ida para o HPS é inusitada e quebra a rotina pessoal do paciente e de todas as pessoas do seu convívio. Por isso, a atividade diária da equipe visa a garantir suporte emocional a todos os envolvidos.

Ao abordar a questão da terapia nutricional dos pacientes, o médico intensivista João Wilney Franco Filho diz que o objetivo do trabalho é fazer com que o paciente supere a UTI, e não seja uma vítima da terapia intensiva. Já o  fisioterapeuta Eder Kroeff destaca que a fisioterapia começa no dia da internação. "A cinesioterapia com o paciente deve ser precoce, diária e intensiva para contribuir com a sua recuperação". A moderadora da manhã, a enfermeira Huguette Bellio, enfatiza que pacientes queimados necessariamente precisam de atendimento multidisciplinar. 

A multidisciplinaridade foi destacada também pelo presidente da Jornada, o cirurgião buco-maxilo-facial Sergio Schefferdecker, como grande legado do HPS. "O dia a dia do hospital e da sala de emergência exigem profissionais de diferentes áreas, porque os pacientes têm múltiplas e diferentes necessidades", observa. Para o médico, que atua há 35 no HPS, o evento científico, reunindo estudantes e profissionais, traz aos participantes conhecimento entrosado de forma simultânea. "Ao optar por debates e palestras em uma única sala, queremos propiciar reflexão conjunta a todos os participantes do evento", resume. A manhã terminou com relatos de casos multidisciplinares de atendimento a pacientes politraumatizados, por residentes.

Ao longo da sexta-feira, foram feitos relatos de casos multidisciplinares de atendimentos realizados no HPS e em serviços de saúde de outros municípios gaúchos. A residente em psicologia do HPS Danieli Pioli resumiu a importância da atuação multidiscipliar para o desfecho positivo do caso clínico de um rapaz de 22 anos que deu entrada no hospital depois de um ferimento por arma de fogo. O paciente teve internação prolongada - foram 266 dias, quase nove meses, com diversas intervenções cirúrgicas e processos de entubação e exturbação. "O diferencial desse caso foi o atendimento humanizado, trabalho em equipe e olhar integrado para a vida do paciente pré-internação e durante o período em que esteve no hospital". O médico emergencista Ubirajara Viñoles Filho resumiu desta forma a intervenção do caso relatado: "Esse exemplo nos deixou claro que muitas vezes não basta manter o paciente vivo".

O médico Alexandre Pieri, doutor em Neurologia Vascular do Hospital Albert Einstein, manifestou surpresa com os relatos apresentados pelos profissionais do HPS no turno da manhã. "O que assisti aqui mostra trabalho de excelência, de cuidado com as pessoas e não de doenças; relato de práticas como estas não se vê nem em congressos internacionais", resumiu.

A 2ª Jornada de Trauma e Emergência do HPS tem programação ainda ao longo deste sábado, 5. Clique aqui e confira a programação.

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Jornada do HPS difunde conhecimento sobre trauma e urgência



/hospitais /saude

Texto de: Patrícia Coelho
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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