PMPA/SMC / Prêmio Dramaturgia / Autores Premiados / 1998 / 1º Colocado
07/01/2005

José Mapurunga

com A farsa do Panelada

 Eu, José Maria Mapurunga Filho, o José Mapurunga, (da dramaturgia, do cordel, do roteiro de cinema e da poesia), Zemaria Filho para os parentes e caros amigos de Viçosa, Serra da Ibiapaba, Ceará, onde nasci a 12 de novembro de 1951 e onde vi e me apaixonei pela primeira e eterna vez pelos dramas encenados no Theatro Pedro II, paixões de Cristo, folguedos dos partidos encarnado e azul, mesmo porque em cada recanto de lá emanava poesia e eu não poderia ser de outro modo senão deste, besta e abestalhado, deixando de lado o consensual e sensato impulso de ficar rico para escrever sobre diabos e anjos, maricas, marocas e maricotas, leidianas, lionores, e beneditos, alguns dos meus personagens que hoje, graças à identificação que tenho com o divino e a molecagem, povoam as alegrias e as vinganças de cearenses e conterrâneos deste Brasil tão igual e tão plural.

     Andei escrevendo para teatro mais ou menos pela década de 70 e deste tempo não ficou nada que valha um lugar numa gaveta, porque era muito jovem, e nos jovens tudo é furor, arrebatamento, doce e compreensível arrogância e tirante as raras exceções ainda não se tem o discernimento pra beber com refinamento as dores e alegrias que a vida apronta. Larguei o ofício de contador de histórias e entrei de cara nas agências de propaganda, nas produtoras de vídeo para onde escrevia e ainda escrevo roteiros, deixando apenas uma pequeníssima parte do meu tempo para escrever poemas que a insensatez de jurados resolveu premiar.

      Nesta década de 90 deste século, depois e enquanto era aluno do Instituto Dragão do Mar, voltei a escrever teatro e foi até com certo espanto que vi, de repente, o meu Auto da Camisinha, ser encenado por mais de 30 grupos teatrais de todo Ceará e até por outros grupos em outros estados da Federação. O meu Auto de Leidiana foi um sucesso de público e houve até briga, com direito à chegada da polícia, de pessoas ansiosas para ver de perto as peripécias de um fogosa dama sertaneja que rendeu até o Capeta com sua irresistível sedução. Foi depois desses fatos que vi um folder proveniente da terra gaúcha anunciando o 2º Concurso Nacional de Dramaturgia - Prêmio Carlos Carvalho, promovido pela Prefeitura de Porto Alegre. Estava com A farsa do Panelada pronta. Achei que devia arriscar alguns reais com a postagem do Correio. Foi bom, porque ganhei mais uma alegria.

José Mapurunga


     (Biografia publicada no livro 2º Concurso de Dramaturgia - Prêmio Carlos Carvalho, em 2000.)




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