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Casa de Cultura Mário Quintana


Antigo Hotel Magestic
End.: Rua dos Andradas, 726/736/748
Complemento:Rua Sete de Setembro, 563 e Travessa dos Cataventos, 187/165
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado


A construção do edifício do Hotel Majestic, hoje Casa de Cultura Mario Quintana, ocorreu entre os anos de 1916 e 1933. O prédio foi projetado pelo arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido na Alemanha, residente no Brasil desde 1908. Em 1916 tiveram início as obras e, em 1918, foi concluída a primeira parte do edifício. Em 1926 foi projetada a parte leste. Ao final da obra, em 1933, o Majestic possuía sete pavimentos na ala leste e cinco na parte oeste. O estilo do prédio mistura formas, procurando dar impressão de grandiosidade.

Foi o primeiro grande edifício de Porto Alegre em que se utilizou concreto armado, sendo concebido para ocupar os dois lados da Travessa Araújo Ribeiro. Interligando a construção, grandes passarelas, embasadas por arcadas e, contendo terraços, sacadas e colunas. O projeto do hotel foi considerado muito ousado para a cidade, pois a idéia das passarelas suspensas sobre a via pública era inédita na época.

A potencialidade do setor hoteleiro, na época, fora percebida pelo empresário Horácio de Carvalho, homem ligado ao ramo da importação e exportação que, em maio de 1913, protocolou, na Intendência Municipal, um pedido de licença para pagamento de impostos referentes à construção do edifício do futuro hotel. 

Os anos 30 e 40 foram os de maior sucesso do Majestic, período em que nele se hospedaram desde políticos importantes, como Getúlio Vargas, a artistas famosos, como Virgínia Lane e Francisco Alves. Porém, nas duas décadas posteriores, o hotel foi vítima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades brasileiras - em decorrência do período denominado "desenvolvimentista" -, passando a sofrer a concorrência de novos hotéis que contavam com instalações mais amplas e modernas.

Os antigos hóspedes foram aos poucos sendo substituídos por lutadores de "cath" e luta livre, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mário Quintana, nascido na cidade gaúcha de Alegrete mas que adotou Porto Alegre como sua cidade de coração. O escritor viveu no hotel entre 1968 e 1982, no apartamento 217.

A história da Casa de Cultura Mário Quintana tem início em julho de 1980, com a compra do antigo prédio do Hotel Majestic, pelo Banrisul, no governo de Amaral de Souza. O negócio foi feito para que o Governo do Estado pudesse comprá-lo, já que o Poder Público não dispunha de recursos suficientes para cobrir o valor real.


Em 29 de dezembro de 1982, o Governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul e, um ano mais tarde, o prédio foi arrolado como patrimônio histórico, tendo início, a partir de então, sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano, através da Lei 7803 de 8 de julho, recebeu a denominação de Mario Quintana, passando a fazer parte da então Subsecretaria de Cultura do Estado.

Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mario Quintana estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro, a literatura, a realização de oficinas e eventos ligados à cultura.

Eles são os seguintes:
Galeria Augusto Meyer, Complexo Bruno Kiefer, Teatro Bruno Kiefer, Sala Eduardo Hirtz, Biblioteca Érico Verissimo, Espaço João Fahrion, Auditório Luís Cosme, Discoteca Nato Henn, Sala Paulo Amorin, Espaço Romeu Grimaldi, Espaço Vasco Prado, Biblioteca Armando Albuquerque, Teatro Carlos Carvalho, Espaço Elis Regina, Espaço Fernando Corona, Biblioteca Lucília Minssen, Espaço Maurício Rosemblatt, Sala Norberto Lubisco, Sala Radamés Gnattali, Galeria Sotero Cosme, Galeria Xico Stockinger.

Referências:
http://www.ccmq.rs.gov.br/
http://www.portoimagem.com/
http://pt.wikipedia.org/




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