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Casa Riachuelo, 645

End.: Rua Riachuelo, 645
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

O prédio foi lançado no livro de controle do Arquivo Municipal em 1893 em nome de Firmina Ignácia Soeiro, porém sua construção deve ser anterior a esta data.

Em 1899, passou por escritura pública para a família Ferreira de Azevedo, cujo patriarca era o Comendador João Batista Ferreira de Azevedo, importante comerciante da cidade. O Comendador fundou, em 1856, a firma Azevedo, Bento & Cia. e foi um dos fundadores do Banco da Província, em 1858. Após a sua morte, em 1889, a casa é herdada pela esposa, Generosa Barcellos Ferreira de Azevedo e, em 1933, pelo filho, Felisberto Ferreira de Azevedo, diretor do Banco da Província entre 1917 e 1938, permanecendo na família por gerações. Em 1946, o município concede licença para instalação de uma casa de cômodos.
 
O sobrado construído em um terreno em aclive, medindo 6.75mx50.00m, com área total de 337.50m2, possuía dois pavimentos com implantação característica do período colonial, fachada no alinhamento e paredes laterais nos limites do lote. A estrutura do edifício era autoportante, construída com tijolos assentados com argamassa de barro. Todas as paredes externas foram executadas com esta técnica e revestidas com argamassa de barro.

A fachada era composta por esquadrias com verga em arco, cercadura de madeira, duas folhas de abrir, com madeira fixa, caixilhos de madeira com vidro e postigo de madeira na pane interna. Já a porta externa tinha duas folhas de abrir sem bandeira. Foi acrescentada ao projeto uma platibanda com cornija - originalmente a água da chuva era despejada sobre a rua e o quintal.

O pavimento superior, possivelmente destinado à moradia dos proprietários, possuía um salão na parte frontal, corredor, escada de acesso ao sótão, duas alcovas, varanda, poço de iluminação e cozinha nos fundos. O acesso principal era localizado no lado esquerdo da fachada, no térreo. A presença de uma soleira, no lado direito, onde hoje existe uma janela, pressupõe que tenha existido um segundo acesso destinado a um armazém.  

Em 16 de setembro de 1977, através da lei 4317, o sobrado é considerado de "valor histórico e cultural e de expressiva tradição na cidade de Porto Alegre". O proprietário, Dr. Júlio Zancani de Azevedo, solicita que o prédio seja desapropriado ou excluído da referida lei, para que possa construir um edifício no local. A solicitação foi indeferida pela Prefeitura e a edificação sofreu um processo de degradação.

Em 05 de maio de 1980, é tombado pelo município.

Atualmente resta apenas a fachada principal da casa, escorada por ação do Município.

Referências:
http://www.portoalegre.rs.gov.br/




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