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Mercado Público Central

End.: Avenida Borges de Medeiros, 61 a 99


Complemento: esquinas Avenida Júlio de Castilhos, 23/69 e Praça Parobé, 21/141
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura


 
A idéia de construir o Mercado Público Central começou a ser debatida em 1857, pois o mercado construído em 1844 não correspondia ao estágio de desenvolvimento que a cidade se encontrava.

O novo mercado, projeto do arquiteto alemão Friedrich Heydtmann em 1861, foi concluído em 1869, tornando-se o mais importante centro de abastecimento organizado da cidade, sob a responsabilidade do Poder Público municipal.


Formando um quadrilátero, a construção, em estilo neoclássico, originalmente constituída de um único pavimento e 4 torreões nas esquinas, abrigava as mais diversas atividades: armazéns, bares, açougues, fruteiras, restaurantes, barbearias, companhia de seguro e hotéis, e sofreu várias transformações ao longo do tempo.

Entre 1871-73, o pátio interno foi calçado e arborizado. A discussão em torno da construção de um segundo pavimento começou no final do século passado. Em 1886, antes da conclusão da ampliação, foram construídos, no pátio central, chalés de madeira utilizados como bancas de venda.

O novo pavimento, destinado a escritórios comerciais e industriais, agência de representações e repartições públicas, foi concluído em 1912. Neste mesmo ano um incêndio destruiu as bancas internas que foram substituídas, mais tarde, por outras executadas em estrutura metálica. Em 1962 a passagem interna, em forma de cruz, foi coberta. Outros dois incêndios ocorreram no prédio, um em 1976 e outro em 1979.

O crescimento da cidade retirou do Mercado o privilégio de ser o único ponto de abastecimento da população. Mas ele, sem dúvida, continua sendo o mais característico e tradicional, quer pela suas peculiaridades como a venda de especiarias, vendas a granel, venda do peixe e da erva-mate e atendimento personalizado, quer por manter traços simbólicos como o caráter religioso, comunitário e de convivência permanente.

O caráter religioso que envolve o prédio - especialmente para a população negra ligada às religiões afro-brasileiras - é vinculado ao possível "assentamento" do orixá denominado Bará, pelos negros, na época da construção, no miolo do mercado. O símbolo representa a fartura, o trabalho, a abertura e o fechamento dos caminhos. A passagem ritual pelo prédio significa receber o axé do Bará.


Algumas atividades, como, por exemplo, a função hoteleira e os escritórios de representação, além das lojas de miudezas, sapatarias, alfaiatarias e lojas de aviamento e venda de fazendas e armarinhos acabaram desvinculadas. Outras foram agregadas como, por exemplo, os centros lotéricos e lancherias.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (Lei 4.317/77), em 12 de dezembro de 1979, passou entre 1990 e 1997 por um processo de restauração, que resgatou a concepção arquitetônica original, através da recuperação da percepção visual das arcadas, das circulações internas e da criação de novos espaços de convivência. Foi construída uma nova cobertura que possibilitou a integração entre o térreo e o 2º Pavimento.


Novas redes de infra-estrutura, compatíveis com o funcionamento do Mercado foram implantadas qualificando o espaço interno e externo: duas escadas rolantes, dois elevadores, quatro baterias sanitárias para o público, um Memorial, sistema de gás encanado com central de gás externa, que lhe confere maior segurança, além de vestiários e refeitório, para permissionários e seus funcionários, quatro câmaras frias (uma para lixo e três para produtos perecíveis) e um sistema de refrigeração.

Com as obras o Mercado também ampliou o número de estabelecimentos comerciais, 
107 no total, que oferecem os mais variados produtos:

  • Produtos Regionais: erva-mate, chás, condimentos, cuias para chimarrão, bucha natural (esfregão), charque, mel.
  • Produtos Naturais: aveia, farinhas e grãos integrais, açúcar mascavo, soja, multimistura, tofú, pães, bolos, granolas.
  • Especiarias: frutas secas nacionais e importadas, doces de frutas, lácteos, queijos, patês, manteigas, presuntos, azeitonas, bacalhau, peixe defumado, vinhos, cachaças, produtos para confeiteiros e sorveteiros, chocolate.
  • Exclusividades: venda a granel de cereais, farinhas; fiambres cortados na hora; café torrado e moído de várias procedências; salada de frutas, o peixe mais fresco da cidade.

A reforma foi custeada 88% pela PMPA e os demais 12% pelo FUNMERCADO e doações diversas. O FUNMERCADO (Fundo Municipal do Mercado Público) foi criado em 1987, através da Lei 5994/87. É formado com a receita arrecadada das permissões de uso, tendo a finalidade de custear a restauração, reforma, manutenção e animação do prédio. A reinauguração ocorreu no dia 19 de março de 1997.

Em novembro de 1997, o “Instituto de Arquitetos do Brasil” e a “Fundação Bienal de São Paulo” conferiram aos autores do projeto (arquitetos Doris Maria de Oliveira, Evaldo Schumacher, Octacílio Rosa Ribeiro, Teófilo Meditsch e Vera Maria Becker) o Prêmio 3ª Bienal Internacional de Arquitetura, pelo trabalho “Mercado Público de Porto Alegre / RS”, categoria Patrimônio Histórico.

Referência:
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/mercadopublico
http://www.portoimagem.com
http://www.portoalegre.rs.gov.br/cultura
http://www.portobusca.com.br




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