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Viaduto Otávio Rocha

End.: Avenida Borges de Medeiros
Complemento: Rua Duque de Caxias
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

 

 

 

 

 

 

No mandato de Otávio Rocha (1924/28) generalizou-se a prática da cirurgia urbana, com os canteiros de obra tomando conta do centro. Além da ampliação na escala das obras de infra-estrutura, a cidade foi sendo higienizada através do rompimento dos becos, dando espaço, literalmente, ao surgimento de boulevards.

 

 

 

 

 

 

O título de “remodelador” dado a Otávio Rocha pela opinião pública (Mauch, 1992, p. 41) demonstrava que seu papel foi semelhante ao desempenho de Haussmann em Paris. Em complementação às obras viárias e de infra-estrutura, intensificou-se a implantação de áreas verdes com a arborização das ruas, ajardinamento de praças e o início do tratamento paisagístico do Campo da Redenção (Souza e Damásio, 1993, p. 142).

O projeto da Avenida Borges de Medeiros começou a ser pensado em 1926 com a participação do governador do Estado, Borges de Medeiros, objetivando conectar a zona sul ao centro de Porto Alegre. Em 1927 são estudadas três alternativas de traçado.

Para concretizar a abertura da avenida foi necessário recortar o espigão que atravessa a área central, ocasionando uma descontinuidade na Rua Duque de Caxias, restabelecida através de uma passagem de nível - o Viaduto Otávio Rocha.

Em 1928 são efetuadas várias desapropriações, o trabalho de terraplanagem é iniciado e os projetos, executados pelos engenheiros Manoel Itaquy e Duilio Bernardi, são entregues. Em outubro deste mesmo ano o contrato de construção é assinando pela firma alemã Companhia Construtora Dyckerhoff e Widmann, vencedora da concorrência.

O Viaduto, executado em estrutura de concreto armado e revestido com cirex (massa raspada com mica), que dá um aspecto de alvenaria de pedra aparelhada, possui três vãos, o central com 19,20m os laterais com 4,80m. Na parte central, dois grupos ornamentais são alocados em nichos compostos por pórticos transversais.

As rampas de acesso para pedestres, revestidas com mosaicos de cimento, do tipo pedra portuguesa, possuem em sua parte inferior, entre a Avenida Borges de Medeiros à Rua Duque de Caxias, pequenos compartimentos destinados ao comércio, serviços e instalações sanitárias.

O parapeito das rampas e do viaduto é constituído por uma bela balaustrada de concreto. Na parte central de cada rampa existe uma ligação para a Avenida Borges de Medeiros efetuada através de uma escada.

O primeiro viaduto da cidade, tratado de forma monumental, foi inaugurado em 1932. Para os cidadãos da época a obra resumiu a imagem de uma Porto Alegre moderna (Pesavento, 1991, p. 70). Suas características arquitetônicas, bem como sua relevância sócio-cultural, levaram o município a inscrevê-lo no Livro Tombo sob o registro número 26, em 31 de outubro de 1988.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As obras de restauração ocorreram no ano de 2000 e 2001 e foram entregues em agosto deste último.

Atualmente o Viaduto Otávio Rocha possui 34 lojas com diversas atividades, tais como lancherias, artesanato, discos-fitas, serviço de fotocópias, produtos para mágicos, relojoeiro, lotérica, artigos religiosos, barbearia, material fotográfico, uma loja da Agadisc, com CDs independentes de músicos gaúchos e uma loja da Etiqueta Popular, projeto da Smic de incentivo ao comércio de artesanato e confecções locais.

Referências:
http://www.portoalegre.rs.gov.br/cultura
http://www.arquiteturarevista.unisinos.br/index.php?e=4&s=9&a=18




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