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Centro Cultural Usina do Gasômetro

End.: Avenida Presidente João Goulart, 551
Complemento: Rua General Salustiano, 21
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e SMC - Secretaria Municipal da Cultura


Em 1928 a Cia Energia Elétrica Riograndense (CEERG) - subsidiária da multinacional americana Eletric Bond and Share que geriu a eletricidade e o transporte elétrico de Porto Alegre até 1954 - assume o monopólio do setor de produção e distribuição de energia elétrica e a gás na capital, substituindo as usinas Cia Fiat Lux, Cia Força e Luz Porto-Alegrense e a Usina Municipal. Segundo o contrato, a nova Companhia deveria manter em funcionamento aquelas três usinas e construir uma nova termoelétrica.

A usina termelétrica do Gasômetro foi inaugurada no dia 15 de novembro 1928, na então chamada Praia do Arsenal, produzindo energia de carvão vegetal. Sua importância histórica é inegável, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no Brasil.

O complexo arquitetônico recebeu esta denominação devido à proximidade com a antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado que fornecia gás destinado à iluminação pública e abastecimento de fogões, construída em 1874. Localizada às margens da Rua Washington Luiz, antiga Rua Pantaleão Telles, no perímetro popularmente chamado de "volta do Gasômetro", compreendido entre as ruas Pantaleão e General Salustiano.

O projeto veio da Inglaterra, assim como todas as máquinas e materiais. Foi uma das primeiras edificações em concreto armado do Estado. Possui fechamento em alvenaria de tijolos, com aberturas definidas por grandes esquadrias de caixilharia de aço.

O edifício era dividido em 3 casas (Casa das Caldeiras, Casa das Máquinas e Casa dos Aparelhos). "A Casa das Caldeiras" - com pé-direito em torno de 20,00 m - é constituída por grandes pórticos que sustentam cinco tremonhas. Estas, após receber o carvão, distribuíam combustível por gravidade aos cinco fornos existentes no térreo.

A “Casa das Máquinas" possuía um único piso dividido por blocos de concreto que serviam de apoio aos turbos-geradores. Abaixo deste nível existia um conjunto de tanques para arrefecimento dos equipamentos, que se comunicava diretamente com o rio. Acima deste conjunto de fundações, ficava a sala dos turbos-geradores. Este espaço era amplo e sem anteparos, com paredes revestidas com azulejos brancos. Acima, na laje do forro, existia um lanternim com venezianas para aeração natural que caracterizam, hoje, o 5º e 6º pavimentos.

A "Casa dos Aparelhos" continha o conjunto de apoio: transformadores de distribuição, administração e serviços. Era coberta por um grande terraço com laje impermeabilizada dee 780,00 m2.

A fundação é formada por imensos maciços de concreto, assentados sobre rocha granítica no nível 1,50m.

A chaminé de 101 metros foi construída em 1937 durante a administração de Alberto Bins para amenizar os problemas causados pela emissão de fuligem.

Devido à crise do petróleo e à falta de condições de atender à demanda de energia, em 1974 a usina foi desativada. Após algumas tentativas de demolição, que foram evitadas graças à reação da sociedade civil, em 1982 a Eletrobrás transfere para o município o uso do terreno. Neste mesmo ano, o governo estadual tomba a chaminé e, em 1983, o governo municipal tomba o prédio.

Desde 1991 a Usina do Gasômetro funciona como Centro Cultural. Os 18 mil metros quadrados de área abrigam auditórios, salas multiuso, anfiteatros para vídeo e atividades múltiplas, laboratório fotográfico, estúdio de gravação, videoteca, espaços para exposições, centro de documentação com biblioteca, cinema, teatro e praça de variedades com restaurante e bares.

Administrada pela Prefeitura, conta com espaços para exposições no térreo, como a Galeria Iberê Camargo e a Galeria dos Arcos, esta última exclusiva para mostras fotográficas. No segundo andar está o Teatro Elis Regina, com 745m². A Sala P. F. Gastal, situada no terceiro andar, é a primeira sala de cinema municipal. Com capacidade de 118 lugares em 292m², homenageia o jornalista e crítico de cinema gaúcho Paulo Fontoura Gastal.

O térreo conta ainda com recepção, saguão utilizado para eventos, exposições e feiras, loja, Usina do Papel (espaço utilizado para reciclar papel e realizar oficinas) e Memorial da Usina.

O segundo andar possui espaço para grandes eventos, feiras e exposições. Com palco para eventos, seminários e conferências, a Sala Julieta Battistioli (em homenagem à primeira vereadora de Porto Alegre) possui capacidade para 250 pessoas.

No terceiro andar está a coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia e o Café do Cinema. O quarto andar tem uma área de 403m² para exposições e dois terraços, um com vista para o Guaíba e outro para o Centro da cidade.

O quinto andar possui três salas para espetáculos e ensaios, com capacidade para 40 lugares. Lá está ainda a Galeria Lunara, inaugurada em 26 de junho de 2001 e que homenageia um dos pioneiros da fotografia local, Luís Nascimento Ramos, o Lunara. Em suas fotos, ele fez registros memoráveis da cidade, nas primeiras décadas do século XX. Na sala 503 está um acervo climatizado de filmes e vídeos da SMC, sob a responsabilidade da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia.

A área do sexto andar é utilizada pelo Núcleo de Serviços Gerais e pelas coordenações do Carnaval, da Descentralização, das Manifestações Populares, Setor de Mostras, equipe do Acervo Artístico e Conselho Municipal de Cultura. A Usina apresenta ainda um espaço externo privilegiado, com amplo estacionamento e local para shows.

Em 2007 a Usina passou por algumas reformas internas, incluindo repintura de seu exterior. O Teatro Elis Regina está em obras e receberá uma nova conformação de seu espaço físico e equipamentos.

O principal projeto do Centro Cultural, criado em 2005, é o Usina das Artes que visa o processo continuado de desenvolvimento de linguagem. Foi transformado em Lei Municipal em 2009, garantindo o mínimo de seis espaços para as artes cênicas. Até novembro de 2012 foram realizadas 14.269 atividades culturais, com a participação de mais de 50 companhias artísticas.

Outro projeto importante, realizado em parceria com a Coordenação de Música e a Descentralização da Cultura, é o Usina na Praça, que desde 2010 ocupa o estacionamento aos domingos, no período de abril a novembro, com espetáculos gratuitos de música, dança, teatro, circo, mágica e capoeira, priorizando o artista local e a diversidade. Até novembro de 2012 o público total chegou a 60 mil pessoas, com apresentações da Farra de Teatro, Monarco (Rio de Janeiro), Os Replicantes, Perturbadores (Tributo a Raul Seixas), Cartolas, Julio Reny, Terpsí Teatro de Dança, Alumbra España e Zé Caradípia, entre outros. 

Já o projeto Usina da Educação realizado em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional visa ampliar a presença da arte na educação e recebe semanalmente 70 alunos de uma escola municipal que realizam oficinas de teatro, música, informática, dança, grafite, entre outras. Iniciou em 2010, atendendo até novembro de 2012 mais de 500 alunos e 17 escolas

A Usina do Gasômetro é um dos pontos mais tradicionais de contemplação do pôr-do-sol da cidade, às margens do Lago Guaíba. Recebe, anualmente, 1 milhão de visitantes e 300 escolas de todo o estado.

Referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_do_Gas%C3%B4metro
http://www.portoalegre.rs.gov.br/cultura
http://www.portobusca.com.br




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