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Pinacoteca Ruben Berta

O casarão da Av. Duque de Caxias, 973, construído em 1893 e modificado em 1916,  tombado em 2012 pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, é a nova sede da Pinacoteca Ruben Berta, da Secretaria da Cultura de Porto Alegre. Situado em frente ao Solar dos Câmara, é considerado um exemplar expressivo do estilo eclético em Porto Alegre.

A origem da Pinacoteca Ruben Berta remonta aos anos 1960, fruto de um projeto pessoal do magnata das comunicações Assis Chateaubriand de criar museus regionais em vários pontos do país. Para constituir esse rico acervo, Chateaubriand contou com a colaboração do crítico de arte, marchand e mentor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Pietro Maria Bardi.

A Pinacoteca possui 125 obras que apresentam um recorte heterogêneo na sua composição. A obra Rejalma, de 1673, do holandês Jeronimus Van Diest, é a pintura mais antiga em acervo público no Rio Grande do Sul. Além desta marinha do século XVII, a coleção contempla nomes consagrados da pintura nacional como Almeida Júnior, Pedro Américo, João Batista da Costa e Eliseu Visconti e internacional como Allen Jones, Alan Davie e Graham Sutherland. Possui ainda nomes representativos no desenvolvimento do modernismo no Brasil do porte de Di Cavalcanti, Portinari, Flávio de Carvalho e Lasar Segall; além de obras de contemporâneos como Tomie Ohtake e Manabu Mabe. Pode-se dizer que a coleção oferece a oportunidade de vislumbrar um panorama histórico e de estilos da arte brasileira, em particular no século XX.

As obras, iniciadas em 2007, foram paralisadas em julho de 2008. O contrato com a empresa responsável foi rescindido em agosto de 2010. Foi executada uma nova licitação em fevereiro de 2011 e o contrato foi assinado pela PMPA em outubro de 2011. O restauro foi finalizado em dezembro de 2013, contemplando a criação de áreas expositivas, para documentação e ação cultural, cafeteria,  guarda e acondicionamento da coleção. 

O Programa Monumenta Porto Alegre exigiu o acompanhamento arqueológico durante o restauro, atendendo às normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Programa de Arqueologia Urbana do Museu Joaquim José Felizardo. A pesquisa revelou o passado das famílias abastadas da capital bem como elementos construtivos que mostram o desenvolvimento da arquitetura do século XIX e primeiras décadas do século XX. Estes materiais estão representados por escadas, o antigo piso do pátio, conjunto de fragmentos de vidros de perfumes, moedas, alfinetes e escovas de dente talhadas em osso, além de uma cisterna subterrânea que armazenava a água da chuva, construída provavelmente no século XIX, antes da instalação do encanamento para viabilizar o sistema de esgoto cloacal da cidade, finalizado em 1912.

Órgãos envolvidos  - Programa Monumenta, do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN), do Ministério da Cultura, e da Prefeitura de Porto Alegre

Investimento: Fase 1  - R$517.379,23
                        Fase 2 - R$1.517.001,47
                        Aditivo - R$ 249.650,00



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