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Praça Brigadeiro Sampaio


Delimitada pela Rua dos Andradas, Siqueira Campos, General Portinho e Primeira Perimetral (Avenida Presidente João Goulart), fazia parte da Praia do Arsenal, que abrigava estaleiros da construção naval. Conhecida, nos início da colonização da vila, como Largo da Forca, caracterizava-se como um lugar ermo, de mau aspecto, onde ocorriam as execuções de condenados à morte. Segundo Pereira Coruja, não teria senão, de um lado, o estaleiro de Francisco Batista dos Anjos, e do outro, “uma carreira de casinhas de capim e de telha com fundos para o rio”.

Em 1832 a construção de uma cadeia pública é iniciada e abandonada nos alicerces. Em 1856 a área foi aterrada, ajardinada e arborizada, recebendo a denominação de Praça do Arsenal. Um ano após os vereadores sugerem a construção de um Mercado. Em 1858, os estaleiros são removidos para o Caminho Novo e o presidente da Província Ângelo Muniz da Silva Ferraz planeja a urbanização da área, incluindo um cais junto ao Guaíba e um chafariz, pronto em 1859, com água puxada mediante bomba manual, movimentada pelos presos da cadeia, já em ruínas após dois anos. Com o final da Guerra do Paraguai, o local recebe o nome de Praça da Harmonia, comemorando a paz que deveria reinar entre os países da Bacia do Prata.

Em 1865 a praça recebe nova arborização – 94 árvores, a requerimento do “seu fiel protetor” vereador Martins de Lima. Em 1878 a Câmara concede licença para implantação de um rinque de patinação (skating rink), pelo prazo de cinco anos, “formando para este efeito um grande circo”, alterando o nome da Praça para Martins Lima, falecido naquele ano.

Em 1920, a praça é desfigurada pelo governo do Estado, visando à construção do porto. Em 1930, Alberto Bins altera novamente seu nome para Praça Três de Outubro, em homenagem à Revolução. Mesmo com a conclusão das obras do porto, a área não fora devolvida ao município, encontrando-se ocupada por barracões de repartições militares e de depósito de material e pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem.

Em 1965 é promovida uma campanha para o restabelecimento da praça. Primeiro o estado e depois o exército retiram os estabelecimentos mantidos naquele espaço que é reurbanizado, já com novo nome - Praça Brigadeiro Sampaio, em homenagem ao patrono da infantaria brasileira.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1988
Secretaria Municipal do Meio Ambiente



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