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Praça Montevideu

Localizada defronte ao Paço Municipal, é delimitada pelas ruas Sete de Setembro, Uruguai e Avenida Borges de Medeiros.

O grande logradouro público entre as ruas Marechal Floriano e Uruguai, que atualmente ostenta o nome de Praça XV, Largo Jornalista Glênio Peres e Praça Montevidéu, foi conhecido como Praça dos Ferreiros no fim do século XVIII e nos primeiros anos do século XIX.

É um dos logradouros públicos de história mais obscura, seja por se confundir, em antigos documentos, com a área da atual Praça 15 de Novembro, seja porque pertenceu, em parte, a particulares, que nela tiveram construções que só foram desapropriadas pelo município em 1855, quando a Rua Sete de Setembro foi regularizada e prolongada.

Em 1810, o Governador Dom Diogo de Souza já planejava implantar uma praça naquele local, que não nasceu “praça quadrada, com a Rua dos Ferreiros no meio”, mas a Municipalidade considerou que, na doação de terrenos devolutos que lhe fez em 1824 o Visconde de São Leopoldo, estava incluindo o Porto dos Ferreiros.

Em 1830, foi cogitada a construção de uma banca do peixe: “... sobre a banca do peixe na desembocadura do beco denominado o Porto dos Ferreiros, concedida a esta Câmara, assentou-se que se ordenasse ao referido Procurador, que a fizesse medir e desmarcar judicialmente, e tombar na forma do parecer da mesma Comissão”, (...) “para, ao depois de assim cumprido, se deliberar sobre a fatura da casa do peixe e barracas”.

Em 1846, Caxias, governador da Província pretendeu construir ali o prédio do Liceu, “Inteirada a Câmara, resolveu se represente a Senhora Excelentíssima que o lugar em que se pretende edificar o dito Liceu, é praça pública”. Por ofício, o presidente suspendeu a obra embargada.

A concretização da Praça só ocorreu depois de 1855, quando a presidência da Província autorizou as desapropriações necessárias “para se levar a efeito a continuação da Rua Nova da Praia e a praça que lhe tem de ficar imediata”, (“Nova da Praia” foi o primeiro nome dado à Rua Sete de Setembro), concluídas somente em 1858.

Uma informação dada pela Câmara Municipal ao Presidente da Província elucida a origem da área “da Rua da Alfândega, entre o Beco da Ópera e a Doca da Praça do Mercado” (Rua da Alfândega foi o segundo nome da Rua 7 de Setembro), que permaneceu aberta e sem urbanização, por muitos anos:

  1. Sobras da antiga Praça dos Ferreiros;
  2. Terreno desapropriado ao Dr. Manoel Gomes Coelho do Valle, herdeiros de Manoel José de Freitas Travassos e vários outros;
  3. Parte de um terreno que o Presidente Sinimbu mandou dar a Câmara para logradouro público;
  4. Terreno dentro d’água que a Presidência doou para implantar a doca.

Com a construção do Paço Municipal, inaugurado em maio de 1901, a área passou a ser chamada de Praça Municipal. Em 1916, o Intendente José Montaury solicitou à República Oriental do Uruguai autorização para dar ao largo o nome de Praça Montevideo.

A construção e o ajardinamento de uma elipse verde foi obra do Intendente Otávio Rocha, em 1927. Posteriormente, no Centenário da Revolução Farroupilha, foi instada uma fonte de azulejos, proveniente de Talavera, Espanha, oferecida à cidade pela colônia espanhola.

Na praça Montevideo, além da Fonte Talavera, encontram-se a instalados a placa de Guilherme Villela e o Marco Zero da cidade.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1988



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