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Rua Riachuelo

Inicia na Rua General Salustiano e termina na Rua Doutor Flores em frente à Praça Conde de Porto Alegre.

Um dos mais antigos logradouros da cidade, traçada no primeiro Plano da Vila, elaborado pelo Capitão Alexandre Montanha. Da Rua da Ladeira (atual General Câmara) até a Praia do Arsenal era conhecida como Rua do Cotovelo, devido ao seu traçado que configurava um grande cotovelo atrás do Teatro São Pedro. Da Ladeira até a Praça do Portão (atual Praça Conde de Porto Alegre) era conhecida como Rua da Ponte, devido à existência de uma ponte na esquina com a Avenida Borges de Medeiros.

O trecho conhecido como Rua da Ponte possuía sérios problemas de alagamento tanto que, em 1830, um vereador propôs que fossem executados os serviços nas ruas que precisavam ser desaterradas para possibilitar o aterro das que necessitavam, tais como a Rua do Poço e da Ponte. Para isso, sugere ao governo provincial que faça uso dos serviços dos condenados a galés.

Já na Rua do Cotovelo, o maior entrave era a existência de uma pedreira na esquina com a Rua Clara (atual Rua João Manoel), que ali permaneceu por onze anos, de 1833 a 1844, quando finalmente foi quebrada.

Em 1843, na ocasião do emplacamento das ruas, a artéria passou a ser chamada unicamente de Rua da Ponte. Essa designação foi alterada em 1865 para Rua do Riachuelo, para solenizar a grande vitória naval sobre a esquadra paraguaia.

A Rua Riachuelo abrigou algumas residências nobres, entre elas a primeira casa de Porto Alegre a ter vidraças, motivo de grande inquietação da população, acostumada a resguardar o interior de suas casas. Nesta casa residiram o “Conde da Cunha”, o Conde de Porto Alegre e o Barão do Jacuí. O Palacete Rocco, na esquina da Rua Doutor Flores foi um dos prédios mais elegantes de Porto Alegre.

Em 1886 a União Telefônica se instalou na esquina da Rua General Câmara onde, mais tarde, foi construído o prédio imponente da Biblioteca Pública, um dos maiores ícones da arquitetura positivista do Governo de Borges de Medeiros.

A Estatística Predial de 1892 registrou o denso povoamento da rua, típico da zona central, totalizando 349 prédios, sendo que 270 térreos, 44 sobrados e 35 assobradados.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1992


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