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Rua General João Manoel

Começa na Avenida Mauá e terminando na Rua Coronel Fernando Machado.

Registros de 1785 já a denominavam, por motivos desconhecidos, de Rua Clara. Em 1788, o Senado da Câmara decidiu alugar as casas de Antônio Ferreira de Brito para abrigar a sua sede, determinando o despejo dos seus moradores.

Em 1808, quando estava sendo executado seu calçamento, ocorreu um incidente entre funcionários e o todo-poderoso Ouvidor da Comarca, Doutor Desembargador e Ouvidor da Comarca José Carlos Pinto de Souza, que queria alterar o alinhamento já traçado e acordado com os proprietários em benefícios de um ou dois moradores.

Em 1829, dois figurões ilustres resolveram fechar o segmento ao sul da Rua da Igreja, amparados por concessões irregulares do Governador da Capitania, o Conde da Figueira. A Câmara reivindicou a posse, esclarecendo que José Inácio da Silva fora ajudante de ordens do Conde da Figueira, articulador da concessão de um terreno de 22 palmos de frente à Rua Formosa (atual Rua Duque de Caxias). O assunto foi parar nos jornais e, com intervenção da imprensa, José Inácio renunciou à parcela do terreno em questão, prontificando-se a demolir o portão que edificara, possibilitando a reabertada da via. Já o Vigário Geral Soledade só fez acordo com o Procurador da Câmara “para desembaraçar o seguimento da Rua” em 1833.

Entre 1834 e 1844, uma grande pedra localizada na esquina da Rua Riachuelo atrapalhou o trânsito em ambas as ruas e foi objeto de preocupação dos vereadores que só resolveram a questão em 1844 quando o procurador foi autorizado a concluir o serviço.

Em 1869, por resolução dos vereadores, a velha denominação de Rua Clara é alterada para Rua General João Manoel, em homenagem ao porto-alegrense João Manoel Mena Barreto, combatente da guerra do Paraguai.

Desde 1883, o município demonstrava preocupação com a urbanização da quadra final, entre a Rua Duque de Caxias e a Rua Coronel Fernando Machado, uma vez que a ladeira do Morro da Formiga criava dificuldades intransponíveis. Em 1844, a Câmara adiou as obras por considerá-las onerosas, “feita, entretanto, a demarcação, para evitar que se construa qualquer obra”. Em 1922, conforme relatório do Intendente José Montaury, foram plantados 20 jacarandás.

Em 1928, foram construídos o belvedere e a escadaria para a Rua Coronel Fernando Machado, obra da construtora de Theo Wiedersphan. A família Chaves Barcelos, dona dos imóveis do quarteirão, custeou um terço das despesas. Em relatório de 1929, o Intendente Alberto Bins descreve que “A zona compreendida entre o alto do morro e a rua Fernando Machado, aberta e abandonada, era receptáculo de clandestinos despejos de lixo e de junções de toda a natureza, com grave dano à higiene daquela zona”.

Na Rua General João Manoel foi construída a primeira usina elétrica da cidade, a Cia. Fiat Lux, na esquina da Rua Sete de Setembro.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1992


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