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Rua Duque de Caxias

Começa na Rua General Salustiano e termina na Praça Conde de Porto Alegre e Viaduto Loureiro da Silva.

A tradicional rua da Capital, que se desenvolveu ao longo da parte mais alta da colina onde nasceu a antiga vila, teve várias denominações espontâneas: Rua Formosa, Rua Direita da Igreja, Rua da Igreja, da Praia do Arsenal até a igreja Matriz e Rua São José, Rua Alegre, Rua do Hospital da Igreja até a Praça do Portão (atual Praça Conde de Porto Alegre). Nenhum desses nomes era oficial e eram usados arbitrariamente.

Em 1820 Saint-Hilaire assim a descreveu: ”Uma das três grandes ruas, chamada rua da Igreja, estende-se sobre a crista da colina. É ai que ficam os três principais edifícios da cidade, o Palácio, a Igreja Paroquial e o Palácio da Junta. São construídos alinhados e voltados para noroeste. Na outra face da rua, em frente, não existem edifícios, mas tão somente um muro de arrimo, a fim de que não seja prejudicada a linda vista daí descortinável”.

Em 1843 foram colocadas, pela primeira vez, placas indicativas nas ruas e o nome Rua da Igreja foi adotado. A denominação de Rua Duque de Caxias só foi adotada no final de 1869, quando os vereadores nomeiam uma comissão para angariar fundos para o seu calçamento, pois se tratava de uma rua nobre, freqüentada pelos estudantes do liceu e da Escola Normal e por famílias aristocráticas da cidade como a dos Barreto Pereira Pinto e a dos Corrêa da Câmara.

No final do século XIX o ajardinamento de três praças – da Matriz, Conde de Porto Alegre e General Osório – em três pontos da rua Duque de Caxias, concorreu para seu embelezamento. A partir de 1909, com o estabelecimento dos bondes elétricos, foi implantada a linha circular “Duque”, também conhecido como bonde “D”. 


Abriga prédios que são cartão postal da cidade, como o Palácio Piratini, a Catedral Metropolitana, o Palácio Farroupilha, o palacete do Visconde de Pelotas, onde Dom Pedro II se hospedou quando visitou o Rio Grande do Sul, denominado atualmente de Solar dos Câmara e que abriga um centro cultural, o Museu Júlio de Castilhos, a antiga Junta da Real Fazenda, único prédio da época da fundação de Porto Alegre, que permanece até os dias de hoje e a sede da Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE).

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1992


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