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Rua Coronel Fernando Machado

Começa na Rua General Vasco Alves e termina na Rua Coronel Genuíno.

A Rua do Arvoredo, que deu origem à Coronel Fernando Machado, ganhou notoriedade por um episódio insólito: o crime do século XIX, história macabra de um açougueiro que, auxiliado por sua mulher, esquartejava corpos humanos transformando-os em lingüiça. O crime foi desvendado pelo cachorro farejador de um menino, vítima do açougueiro. O historiador Décio Freitas tratou do tema escrevendo o livro “O Maior Crime da Terra – O Açougue Humano da Rua do Arvoredo”.

Com a designação de Rua do Arvoredo, foi uma das primeiras ruas dos tempos da vila de Porto Alegre. Em 1788 encontra-se registrada a escritura pública de compra e venda, relativa a uma “casa e cozinha de palha”, fazendo frente “para a rua direita que sai da Matriz” e “fundos para a rua do Arvoredo”, fato que assinala a existência de moradores, de condição modesta, já no século XVIII.

Em 1843, os vereadores determinaram a execução de calçadas aos proprietários da Rua do Arvoredo. Em 1851, a Câmara autorizou seu procurador a fazer um cano de tábuas nos fundos do quintal do Palácio para canalizar as águas que desciam do morro, ali colocando de 20 a 40 carroçadas de aterro, “a fim de dar trânsito àquele lugar”. Dois anos depois, obras são realizadas na Rua do Arvoredo, desde a Rua de Belas (atual General Auto), até o Alto da Bronze (atual Praça General Osório), “onde proximamente se acabou de abrir a dita rua”. Embora constando aberta até a Rua General Vasco Alves na planta oficial de 1839, o trecho imediato ao Alto da Bronze talvez se conservasse ainda irregular e intransitável.

A inauguração da Fonte dos Pobres, em 1857, atrás do palácio do Governo, determinou a realização de algumas obras complementares. Os proprietários dos terrenos localizados em frente ao chafariz foram intimados a construírem um muro, para que fosse possível executar o nivelamento e aterro daquele trecho da rua.

Em 1865, foi iniciada a construção do Seminário Diocesano (hoje Cúria Metropolitana), na esquina da Rua Espírito Santo. Nesta época a Câmara concedeu licença ao tambeiro Propício de Abreu para manter vacas de leite em seu curral à Rua do Arvoredo.

Em 1870, a Câmara Municipal mudou o nome de Rua do Arvoredo para Coronel Fernando Machado, em homenagem a Fernando Machado de Souza, coronel no combate de Itororó, em 1868, na Guerra do Paraguai.

Estatística Predial de 1892 registrava a existência de 234 prédios. No fim do século, havia um trecho da rua que concentrava um grande número de prostíbulos: o famigerado Beco do Céu, que movimentava os plantões policiais...

Em 1894, a Intendência adquiriu um terreno para “desobstrução da Rua Cel. Fernando Machado, entre General Paranhos e Marechal Floriano”, evidenciando a existência de estreitamentos que impediam a implantação do alinhamento projetado.

Segundo o Intendente José Montaury o calçamento foi executado em 1906. A urbanização da Praça General Osório (Alto da Bronze), a construção da escadaria de acesso à Rua General João Manoel, a abertura da Avenida Borges de Medeiros e o ajardinamento dos fundos do Palácio do Governo foram fatores relevantes na melhoria da Rua Coronel Fernando Machado.
Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1992


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