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Rua dos Andradas

A Rua da Praia nasceu com cidade de Porto Alegre, às margens do Guaíba, compondo com as atuais ruas Riachuelo e Duque de Caxias os três eixos principais da ocupação urbana.

A mais antiga rua da cidade começava na ponta do Gasômetro, onde foram implantados os Armazéns Reais e o Arsenal da Marinha, e ia até a General Câmara, junto a Praça da Alfândega, na época, Largo da Quitanda, onde se aglutinavam os comerciantes. Recebeu seu primeiro calçamento, provavelmente, em 1799. Da Rua do Ouvidor (Atual General Câmara) até a Senhor dos Passos era conhecida como Rua da Graça, até 1843, quando as ruas foram emplacadas.

O botânico francês Saint-Hilaire, que esteve na cidade em 1820, fez elogios a Rua da Praia, destacando a grande movimentação do comércio. Já Nicolau Dreys destaca as edificações: ”Nesta rua, formada por casas geralmente altas, de estilo elegante e moderno...”.

Em 1865, a Câmara Municipal, em comemoração ao aniversário da Independência, alterou seu nome para Rua dos Andradas, desconsiderando sua identidade centenária e popular. Neste período, o antigo calçamento, executado à base de calha central, para a qual se inclinavam as calçadas, começou a ser substituído utilizando-se o sistema de pista abaulada, com sarjetas adjacentes a cada um dos passeios.  

As pedras irregulares só são substituídas por paralelepípedos a partir de 1885. Em 1923 é introduzido o “requinte do calçamento de paralelepípedos de granito em mosaico” com duas cores.

No passado a rua abrigou cafés, confeitarias e uma quantidade de cinemas que agitavam a noite da cidade, como o Cacique, o Imperial, o Guarani e o Ópera e foi o centro cívico da cidade e do estado, ponto de encontro de políticos e estudantes.

A Rua da Praia é o coração da cidade. Nela estão a Igreja das Dores, a Casa de Cultura Mário Quintana, o Museu Hipólito da Costa, o Clube do Comércio, o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, a Catedral Episcopal, as Galerias Chaves e Malcon, a Livraria do Globo e os quartéis do Exército Brasileiro e da Brigada Militar. Temos ainda, a Esquina Democrática, a Praça Brigadeiro Sampaio, a Praça da Alfândega, grande palco da feira do livro, e o calçadão para pedestres.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1988


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