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Origens do graffiti

Os mais antigos exemplos de graffiti vêm da pré-história e sem dúvida, o graffiti acompanha o homem desde seus primeiros passos. As pinturas rupestres representavam animais sendo caçados, deuses, sua rotina diária e um sem número de motivos para escrever nas paredes das cavernas.

Hoje em dia existem teorias que tentam explicar o motivo pelo qual o homem registrava todas essas imagens, uma delas é a de que os moradores eram nômades e registravam o cotidiano daquela região para se comunicarem com os próximos moradores que passassem pelo local.

Terminologia “graffiti”

 Levando em conta todos esses fatos das primeiras experiências, podemos dizer que graffiti é todo risco, rabisco, traço (ordenados ou não), linhas, formas feitas em qualquer suporte que dê características de inscrição urbana.

De acordo com alguns estudos o nome graffiti é o plural de "graffito", de origem italiana, no inglês foi adotado "graffiti", sem distinções. No português adotou-se "grafito", e no plural, grafitos (o dicionário Aurélio a partir de 1988 registra o graffiti como inscrição urbana).

Evolução do graffiti

Na verdade o graffiti pode ser usado para reivindicar direitos, para dizer o que se pensa, para se expressar artisticamente, mostrar o que outros meios de comunicação não mostram, denunciar questões sociais, propaganda de vários tipos, ou simplesmente riscar seu nome em um local para registrar que você esteve ali. Seguindo esse pensamento, há vestígios de que graffiti e pichação são a mesma unidade ou que o graffiti é uma linguagem única e a pichação é a ação de grafitar qualquer coisa que não agrade o receptor, principalmente se ele não conseguir entender essa escrita ou achar que se deve fazer um trabalho de acordo com seus gostos ou costumes.

Evolução do graffiti no Brasil

No Brasil já estava germinada a cultura Hip-Hop (vindo através de filmes e música). Assim a cidade era dividida entre os escritores que faziam só letras retas, os artistas plásticos que pintavam à mão-livre, os adeptos da "stencil art" e os que faziam todos estilos dentro do "graffti hip-hop".

Hoje existe uma verdadeira miscelânea, e todos os dias nascem novos artistas das mais variadas influências e opiniões. A escrita reta está sendo apreciada e estudada por diversos estudiosos do Brasil e de outros países. Os próprios escritores de graffiti estão fazendo revistas, vídeos, zines e estão indo para as galerias de arte, e de uma coisa pode-se ter certeza: o graffiti nunca irá morrer.

O graffiti em Porto Alegre

O graffiti de porto alegre  sempre teve uma força bem significativa nos bairros descentralizados. mas foi  nos anos 90 que esse movimento invadiu os centro de Porto Alegre .devido aos encontros como do instituto "trocando idéia" que com  intercâmbios de artista de São Paulo, Curitiba e Chile  acabou dando novos caminhos para   a arte urbana de porto alegre pois foi nesses encontros  que a cultura de rua se qualificou e ganhou o centro do país.

Hoje em dia o graffiti gaúcho tem seus traços espalhados por vários cantos do brasil e do mundo.  Graffiti é uma arte sem fronteiras e que uma das principais características é a fácil integração de seus seguidores e adeptos. O graffiti é uma arte de atitude que muitas vezes quem grafita não se julga artista e sim um agente multiplicador de comportamento urbano.
Hoje em dia a forma de intervir com arte nas ruas de Porto Alegre vai alem da tinta spray. Muito artistas usam as mais variadas técnicas para deixar uma marca  um rastro artístico. Destaque para os "stickers" adesivos com desenhos personalizados feitos em serigrafia ou feitos artesanalmente, "lambe lambe" que são pôsters  com trabalhos com uma forte influencia da publicidade e que são colados nos mais variados suportes. E o "stencil" que é um molde vazado recortado com estilete.


TRANSFER_  cultura urbana. arte contemporânea. transferências. transformações.

O Santander Cultural – unidade Porto Alegre inaugurou em 24 de junho, a mostra TRANSFER – cultura urbana. arte contemporânea. transferências. transformações., que fica em exibição até setembro. A iniciativa propõe uma reflexão sobre a cultura produzida nas ruas das cidades, tanto do Brasil como em outras partes do mundo e reúne os principais ícones da arte urbana numa grande mostra brasileira, promovendo um amplo olhar sobre o tema e provocando reflexões sobre este movimento cultural.

TRANSFER é um projeto abrangente e não se restringe apenas à mostra. É o ponto de partida para um laboratório de experiências e convivência. A realização do Santander Cultural reúne uma gama de obras e materiais de mais de 100 artistas, em torno de 300 obras de acervos privados nacionais e do exterior, além de vídeos e fotografias. Mais, onze obras/instalações criadas especialmente para a exposição.

A iniciativa inclui também uma mostra de filmes inéditos no Brasil sobre arte urbana e uma centena de fotografias de intervenções urbanas e diversos vídeos. Um dos destaques de TRANSFER é uma ousada instalação de arquitetura skatável do arquiteto Pedro Mendes da Rocha e o coletivo Noh em uma proposta que integra skate, arte e arquitetura.

Com curadoria de Lucas Ribeiro, Fabio Zimbres, Alexandre Cruz e Christian Strike a exposição está organizada em quatro eixos – Beautiful Losers, Intervencionistas, Mauditos e Street Fine Art que permitem visualizar influências e contextualizá-las no panorama mundial. O projeto traz obras de artistas norte-americanos que expõem pela primeira vez no Brasil, como Thomas Campbell, Cheryl Dunn, KAWS, Glen E. Friedman, Chris Johanson, Mike Mills e Craig R. Stecyk III.



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