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Avenida João Pessoa

Começa na Avenida Salgado Filho, atravessa a Cidade Baixa e termiar na Avenida Bento Gonçalves.

Conhecida desde o século XVIII como “caminho da Azenha”, nasceu como o caminho de ligação entre a vila e a ponte da Azenha que conduzia a Viamão, através da Estrada do Mato Grosso.

No início do século XIX, devido às medições da Várzea “de fora do Portão”, o alinhamento desse caminho, ao longo do qual se situavam várias chácaras, começa a ser pensado.

Em 1820, já é conhecida como rua Nova do Portão, ou “rampa que desce para a vargem imediata ao mesmo”, não passando de um caminho semi-rural. Em 1842 começa a ser urbanizada e recebe o nome de Rua da Azenha, com extensão muito superior à remanescente e atual Avenida da Azenha. Em 1842 e 1843, foi estabelecido o alinhamento das residências.

O calçamento da ladeira adjacente ao antigo quartel do 8º Batalhão (Praça Raul Pilla), assim como a correção dos alargamentos sempre foi motivo de preocupação. A primeira “calçada do Portão para a Várzea”, foi executada em 1845. Mas só com a cooperação da Província, por volta de 1857, foi possível fazer uma obra duradoura, com a urbanização da Praça Argentina. Desta época é a imagem que o cronista Catão Coelho registrou para a posteridade em seu livro “A várzea de outrora”, dando a seqüência de casas e propriedades que conhecera em sua meninice. Até a Rua Venâncio Aires, só havia, de transversais, o Beco do Oitavo (André da Rocha), o Firme (Avaí), o Beco da Olaria (Sarmento Leite), o Beco do Totta (República) e o Beco de Dona Aurélia (Otávio Corrêa). “Do beco em diante, seguia um grande terreno vago...”.

Em 1864, o estabelecimento do primeiro sistema de transporte coletivo, com a popular “maxambomba”, ao longo da Rua da Azenha, gerou muita polêmica, porque os empresários do “trilho de ferro” desejavam construir valos protetores ao longo dos trilhos que impediriam o trânsito de outros veículos e os vereadores se opuseram. Fracassada a “maxambomba”, os bondes de tração animal, implantados a partir de 1873, também usaram a Rua da Azenha.

Relatório de 1887 descreve: “a (estrada) que da terminação do Campo da Redenção conduz à ponte da Azenha sofreu radical e dispendioso conserto. Baixa e pantanosa, pelo derramamento das águas do arroio da Azenha ao menor crescimento destas, hoje oferece seguro e enxuto trânsito pelo grande aterro que sofreu e extensas calhas que se construíram, restando terminar o aterro de um e outro lado das proximidades da ponte”. Tratava-se, provavelmente, da urbanização do trecho da Avenida João Pessoa, entre a Venâncio Aires e o início da Azenha, e desta última até a ponte.

Adotada em 1884, a denominação oficial de Campo da Redenção para a antiga Várzea e Campo do Bom Fim, a primitiva Rua da Azenha, no trecho adjacente àquele Campo, passou a ser chamada de Rua da Redenção, e, mais adiante, de Avenida da Redenção, que terminava na embocadura da Rua Venâncio Aires, onde começava a Rua da Azenha.

Um dia após a Revolução de 1930, o nome Avenida Redenção foi substituído por Avenida João Pessoa, em homenagem ao presidente da Paraíba, companheiro de chapa de Getúlio Vargas na campanha da Aliança Liberal.

O prolongamento da Avenida João Pessoa, desde a esquina da Rua Laurindo até a Avenida Bento Gonçalves, já projetado desde 1925 por Otávio Rocha, foi completado pelo Prefeito Loureiro da Silva, na década de 40.

Referências:
Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/Prefeitura Municipal, 1988


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