Conselho de Saúde promove debate sobre o acesso a consultas especializadas e principais filas de espera no SUS Porto Alegre
A plenária do controle social do SUS pautará nesta quinta-feira, 6, a Rede Especializada de Saúde de Porto Alegre, o acesso a consultas e principais filas de espera do Sistema de Regulação de Consultas Especializadas (GERCON) do Município. O encontro acontece a partir das 18h30, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na av. João Pessoa, 325 - térreo.
O objetivo é cobrar novamente da gestão da SMS o que está sendo feito para resolver a situação de saúde das mais de 140 mil pessoas que aguardavam na
fila de espera por atendimento especializado em maio deste ano. As filas de espera por consultas e para exames são atualizadas pela SMS mensalmente no
portal de transparência. Entre as situações mais críticas, destacam-se as consultas para Dermatologia, com 6.220 pessoas na espera, Endodontia, com 5.717, Oftalmologia adulto, com um número de 5.501 pessoas aguardando por consulta, 5.102 pessoas aguardam por um Neurologista, 4.810 pessoas esperando para atendimento em Saúde Mental Adulto, e 4.760 esperando por Fisioterapia.
Em julho e agosto de 2022, o CMS realizou duas plenárias sobre o tema cobrando medidas para esta situação que já era grave. Na época, o governo de Sebastião Melo, que tinha à frente da pasta da Saúde o secretário Mauro Sparta, apresentou como solução os
mutirões de consultas contratados com a Associação Hospitalar Vila Nova.
Em dezembro de 2022, o Colegiado denunciou que o
orçamento do governo Melo previsto para a Saúde em 2023 representava "omissão sanitária deliberada". A denúncia foi feita durante a apresentação do relatório da Comissão de Financiamento e Orçamento do CMS sobre a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2023 enviada pelo Executivo à Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA). Conforme demonstrou o
parecer, o orçamento previsto seria insuficiente para cobertura de despesas contratadas e para enfrentar demandas antigas e represadas de Saúde que foram agravadas no período pandêmico, como os serviços especializados e exames e procedimentos.
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