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Livraria do Globo


End.: Rua dos Andradas, 1416
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

A Livraria do Globo, fundada em 1883, foi referência nacional do setor tipográfico e editorial, além de ponto de convergência da intelectualidade gaúcha. Em 1928 foi criada a Revista do Globo, em 1930 a Editora Globo e, após a Revolução de 30, a Casa Bancária Globo, que obteve prestígio no mercado financeiro estadual. Na gestão de Henrique Bertaso, personagens como Érico Veríssimo, Mário Quintana, Carlos Reverbel e Justino Martins trabalharam pela Instituição, qualificando e promovendo o acervo literário gaúcho e consolidando ainda mais a boa imagem da empresa, nacional e internacionalmente.

A edificação sede da Livraria do Globo, concluída em 1928, foi projetada pelo arquiteto e imigrante italiano Armando Boni, autor de outras obras conhecidas na cidade, como a Concha Acústica do Auditório Araújo Vianna na Praça da Matriz (demolido), Cemitério São Miguel e Almas, Restaurante do Balneário de Belém Novo, Casa Guido Corbettta e Casa Boni (tombada pelo Município). 

A concepção de Boni para a sede da Livraria do Globo previu uma planta flexível capaz de absorver a dinâmica inerente às atividades ali realizadas. O tratamento neo-renascentista dado à fachada da Rua dos Andradas faz contraponto com o desenho da fachada da Rua José Montaury, composta por uma grelha estrutural e um grande arco no corpo central e aberturas sobrepostas ao longo das duas pilastras monumentais, em capitel jônico, existentes nas extremidades do plano vertical. Tal transgressão no uso da ordem arquitetônica, além da aparente contradição entre os sistemas formais adotados em cada uma das fachadas, concorre para destacar o prédio como um exemplo emblemático do ecletismo arquitetônico vigente em Porto Alegre nas primeiras décadas do século XX. 

A edificação estrutura o tecido e o cenário edificado, compondo um conjunto com os elementos construídos e naturais do entorno, tanto pela Rua dos Andradas - Edifício Sulacape a Galeria Chaves, quanto pela Rua José Montaury - sobrados geminados, antigo Abrigo de Bondes e Praça XV. O espaço urbano formado por este conjunto caracteriza interesse paisagístico, turístico e histórico, reconhecido pelos porto-alegrenses.

O objeto do presente tombamento inclui os seguintes elementos:
  • As fachadas, incluindo todos seus elementos originais;
  • A volumetria existente do prédio, até a profundidade de 17 m pela Rua dos Andradas e de 22 m pela Rua José Montaury; 
  • O mezanino existente no 3º pavimento;
  • As alvenarias remanescentes de tijolo maciço com espessura igual ou maior do que 80 cm.




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Liane Klein
(51)3289.8275

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