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Os contrastes entre centros desenvolvidos e cidades pobres

Bamako, capital de Mali, na África, mostrou como uma comunidade motivada consegue superar suas carências e buscar melhores condições de vida. O exemplo foi apresentado hoje durante a reunião da Rede Metropolis, no Simpósio Internacional de Governança Democrática em Cidades, pela representante da cidade africana, Fátima Meité. Ela mostrou o trabalho de uma comunidade em busca de melhores condições de vida, e que mobilizada conseguiu realizar a pavimentação e limpeza do esgoto, sem a intervenção oficial, consolidando o bairro solidário.
Em contraste com Bamako, Barcelona apresentou o seu projeto de inclusão social chamado “Barcelona inclusiva”. O programa se baseia em um acordo do cidadão para uma Barcelona inclusiva, proporcionando um intercâmbio entre a prefeitura e as entidades envolvidas no processo (hoje são 420) E é através dessas alianças foi possível a prática da governança com inclusão. 
Em Belo Horizonte, o programa Rede 10 destaca a governança colaborativa entre municípios da rede metropolitana e a capital. Do  novo arranjo de gestão e planejamento surgiu a Assembléia Metropolitana, reunindo todas as prefeituras que pertencem  à Região Metropolitana de Belo Horizonte (são 34 municípios), com uma taxa de pobreza de 12%, menor que a da capital. O objetivo dos planos de governança é aumentar o o ínidice de desenvolvimento humano até 20030, com maiores oportunidade de trabalho, melhorando a qualidade de vida e assegurando a condição de mobilidade e acessibilidade da população envolvida.
Já Berlim usa do monitoramento social de integração urbana para resolver suas questões de governança, com resultados importantes conforme Lutz Papproth, representante da cidade nas discussões da rede de Metropolis. A partir da prática é possível realizar a orientação sócio-espacial, fortalecendo o bairro e as comunidades envolvidas. O processo é aberto a todos os cidadãos.  
São Paulo vem desenvolvendo o seu projeto de governança, através do plano de regularização das favelas, que hoje somam 1.638, somadaos aos 1118 assentamentos e mil cortiços na capital paulista. A meta é superar essa informalidade, buscando a igualdade de todos conforme a representante da prefeitura de São Paulo, Violeta Kubrusly. Também Porto Alegre expôs a sua experiência, ressaltando que a capital gaúcha tem uma população ativa, participativa, bem informada e bastante crítica, conforme Beatriz Ribeiro dos Santos, coordenadora do projeto especial Governança Solidária Local.  O objetivo é mobilizar todos os recursos humanos, sociais e financeiros para a construção de uma cidadania co-responsável na construção de uma visão de futuro.
Finalizando o encontro, Georgina Rivas, do estado do México, disse que lá não existe um projeto específíco, um ordenamento mais setorial. Ela citou melhorias dentro do transporte coletivo, que cooperou para melhorar a qualidade de vida dos mexicanos. Um dos mais importantes, segundo ela, é o trem suburbano, que vai do Distrito Federal para o Norte, cruzando oito municípios, encurtanto a viagem de quem se desloca na zona oriental. A outra melhoria é um viaduto que tem somente uma via pela manhã e outra pela tarde, permitindo um deslocamento mais ágil e confortável aos cidadãos.



  

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