Curso sobre desenvolvimento de equipes destaca papel de gestores

Com a proposta de refletir o papel dos servidores que atuam como gestores na questão de formar e desenvolver equipes, a Escola de Gestão Pública (EGP) da Secretaria Municipal de Administração (SMA) realizou, entre terça e quinta-feira, 9 e 11, a primeira turma do curso Desenvolvimento de Equipes. O curso faz parte do terceiro módulo da Matriz de Desenvolvimento de Lideranças (MDL), que realiza qualificação dos servidores municipais que atuam em chefias na prefeitura.
Conduzido pela psicóloga Aline Maria Reinbold Simões e pelas assistentes sociais Doris Monteiro Schuck e Juliane Colombo Scholl, da Gerência de Acompanhamento Funcional (Geaf) da SMA, o curso buscou mostrar o desenvolvimento de equipes como um processo de construção coletiva e participativa, propondo ferramentas para que os gestores saibam enfrentar dificuldades e conflitos na condução de tarefas em grupo. "Procuramos refletir a importância de que a equipe seja um espaço participativo e de envolvimento dos seus membros", explica Aline Simões.
Participante do curso, a arquiteta da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) Licia Schuch, que atua como chefe de equipe, afirmou que a capacitação foi um momento muito importante para a troca de experiência com colegas gestores, além de uma grande oportunidade para uma autoavaliação de atitudes. "É importante que tenhamos desenvolvida a nossa capacidade de percepção, pois não existe fórmula mágica para gerir uma equipe, precisamos estar atentos às necessidades que vão surgindo", considerou.
Devido a grande procura nessa primeira edição do curso, a Escola de Gestão Pública pretende, em breve, lançar uma segunda turma da qualificação. O curso, que teve matrículas abertas em 27 de julho, esgotou todas as vagas disponíveis em apenas dois dias do prazo de inscrição.
Professor Ari Riboldi: Colossal, formidável, a dar com pau...
Durante as férias do professor Ari Riboldi, confira a republicação de algumas pesquisas do professor ao longo de sua parceria com a newsletter.
A pesquisa abaixo foi publicada originalmente na edição nº 3410, de 28 de julho de 2014:
Colossal - Do grego kolossós e do latim colossos, originalmente estátua com forma humana, estatueta de madeira ou argila que representava um ausente em um ritual; posteriormente, estátuas de grande porte, especificamente a que representava o deus Apolo na ilha grega de Rodes, conhecida como o Colosso de Rodes, construída em bronze no ano 292 a.C., com 30 metros de altura e peso de 70 toneladas. A estátua foi derrubada por um terremoto 55 anos depois e acabou soterrada no fundo do mar. Apolo é deus da mitologia grega, também confundido com Hélios ou chamado com esse nome, por imaginar-se que era responsável pelo sol e pela luz. Na mitologia romana, corresponde ao deus Febo.
Que tem altura, volume e proporções da estátua do colosso; por extensão, grande como um colosso, gigantesco, vastíssimo, descomunal; espantoso, extraordinário. Na linguagem informal, algo muito gostoso, excelente ou vantajoso ou em grande quantidade.
Formidável - Meu diretor é uma pessoa formidável. Todos entendem, atualmente, de que se trata de pessoa fantástica, que desperta admiração e respeito. Em outros tempos, o adjetivo ‘formidável’ provocaria sentimento bem oposto: de alguém terrível, que traz grande medo. Formidável vem do latim formidabilis, com o sentido original de terrível, pavoroso, que produz grande temor. Depois, assumiu também o significado de colossal, gigantesco, de algo que ultrapassa as dimensões usuais; magnífico, que suscita admiração, extremamente belo ou bom, ótimo, excelente, fantástico.
Observe o primeiro verso do soneto do poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), abaixo transcrito: formidável guarda o sentido original ao referir-se a enterro (terrível enterro de tua última quimera).
Versos íntimos
Autor: Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
A dar com pau - Em demasia, em abundância, em grande quantidade. A expressão pode ter se originado nas lavouras próximas às praias nordestinas, às quais chegavam milhares de aves migratórias, quase desfalecidas, após longa viagem. Cansadas e indefesas, eram mortas a pauladas – a da com pau - pelos lavradores, para evitar que danificassem as plantações e mesmo para alimentação.
Outra versão dá conta de que a frase viria dos navios negreiros. Os escravos preferiam não comer e morrer de fome para evitar a travessia do mar e o cativeiro. Criou-se, então, o “pau de comer”, que era atravessado na boca dos escravos e, assim, recebiam sopa “a dar com pau” que descia, com ou sem vontade, garganta abaixo. Assim eram mantidos vivos para, depois, serem vendidos.
Fale e escreva corretamente – Vender a prazo, vender à vista
Vender à vista – Recebe acento grave (") indicativo de crase porque vista é termo feminino e para evitar sentido ambíguo. A loja só pratica vendas à vista.
Vender a prazo – Sem crase, pois prazo é substantivo masculino. A loja aceita vendas a prazo.
Ditado popular
Quem dá o pão, dá o castigo
Expressa o senso comum de que aquele que sustenta uma pessoa pode ser rígido na educação. O ato de criar um filho legitimava também o direito de castigá-lo, para impor-lhe uma formação de acordo com as convenções sociais ou com o modo de pensar dos pais. É claro que havia e ainda há exageros. Mais do que castigos e, em alguns casos, uso de violência física, o que realmente educa é o exemplo e o diálogo franco. A violência é inadmissível e abominável e não traz benefício algum. Pelo contrário, gera ódio.