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Inovação

Conceituar inovação é tarefa complexa. Rapidamente, em uma breve pesquisa, encontraremos dezenas de conceitos. São variantes decorrentes do foco e aplicação vislumbrados.

Contextualizada em uma cidade, a inovação pode ser definida como a exploração com sucesso de novas ideias para o ambiente urbano. Sucesso entendido aqui como aumento de receitas, geração de emprego e renda, melhoria da qualidade de vida, acesso ao mundo globalizado, entre outros benefícios.

Frequentemente se confunde inovação com melhoria contínua. A inovação cria vantagens competitivas. As melhorias contínuas, normalmente, não são capazes de criar vantagens competitivas e, em geral, focam em manter e melhorar a competitividade em termos de custo (fazer mais por menos).

Considerando que as inovações são capazes de gerar vantagens competitivas a médio e longo prazo, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade de empresas, cidades e dos países no futuro.

A inovação tem a capacidade de agregar valor diferenciando uma cidade no ambiente competitivo entre suas pares. Ela é ainda mais importante em ambientes com alto nível de competição onde os diferenciais são equivalentes entre as ofertantes. Aquelas que inovam neste contexto, ficam em posição de vantagem em relação as demais que não o fazem.

De um modo geral, as empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias, invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado. A grande maioria das grandes empresas possuem áreas dedicadas à inovação, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que contam com diversos pesquisadores. Apesar deste papel central exercido pelas empresas, a interação com parceiros de mesmo propósito é fundamental. Sem ela, as inovações são dificultadas.

Esses parceiros desempenham diversas funções, desde a realização externa de pesquisa e de desenvolvimento de produtos e processos, até a aplicação de investimentos ou subsídios, passando por desenvolvimento de prototipação, de pesquisa de mercado e de escalonamento de produção. Neste cenário a cidade é um agente essencial. É ela que propicia o ambiente amigável e emulador para as ações inovadoras. Decorrente de suas ações, maior ou menor atratividade será apresentada aos demais agentes inovadores para interação com a cidade.

O conjunto destes agentes parceiros forma o que conhecemos como Sistema de Inovação e Empreendedorismo: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento, investidores, governo (cidades), ambientes (habitats) de inovação, e empresas com seus clientes, fornecedores, concorrentes ou outros parceiros.

Para que estas instituições realizem inovações é necessário que, em primeiro lugar, tomem consciência da importância de inovar no cenário competitivo vigente. Não há como se tornar inovador sem dar a devida importância ao tema.

É necessário entender o que é inovação e qual é a sua dinâmica, para então definir as estratégias que devem estar alinhada aos objetivos e à visão de futuro da instituição.

Aqui se identifica um conceito essencial para que as cidades se tornem inovadoras – a atenção para o futuro.

Mantendo a atenção no futuro é possível abordar o conceito de “cidade inovadora” focando nas pessoas, pois a essência das cidades são as pessoas. A diferença entre uma “cidade” e uma “cidade inovadora” está nas pessoas que habitam e constroem os ambientes inovadores.

Cidades inovadoras são “habitats” de pessoas inovadoras. São locais onde pessoas inovadoras querem ficar, onde sentem que podem e conseguem manifestar seu potencial humano e fazer a diferença. Onde encontram condições favoráveis para o desenvolvimento de seus projetos, negócios e sonhos. Assim, as cidades inovadoras são aquelas capazes de criar e manter ambientes que atraiam, retenham e desenvolvam pessoas empreendedoras e, consequentemente, empreendimentos inovadores e sustentáveis.

O tripé que vai garantir o desenvolvimento sustentável das cidades inovadoras é composto pela qualidade de vida das pessoas, pelo empreendedorismo e pela inovação.

Neste contexto endógeno, a sinergia e cooperação entre pessoas, instituições e empresas são indispensáveis para gerar o capital social que dá sustentação aos projetos estruturantes das cidades inovadoras.

Enfim, entender o conceito de inovação e praticá-lo demanda tempo, dedicação e investimentos. Entretanto, o que se pode perceber é que os verdadeiramente inovadores não se arrependem de ter tomado esse caminho.



              

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