· As novas empresas criam grande parte de novos empregos;
· Os novos negócios criam empregos no território onde nascem, o que é importante para a retenção de talento e fixação das populações;
· O nascimento de novos negócios reforça o sentimento de pertencimento das populações, tendo influência na qualidade de vida das mesmas;
· Numa economia global, os negócios que nascem localmente têm raízes mais sólidas do que aqueles que são captados externamente, podendo, a longo prazo, dar mais garantias de fixação de empregos;
· A atitude e as competências empreendedoras são importantes no sucesso da economia, mas geram também importantes externalidades positivas nas dimensões da cidadania, participação pública ou mesmo na educação.
A atividade empreendedora se estabelece através de três diferentes etapas: a primeira passa pelo desenvolvimento da ideia e o planejamento do negócio; a segunda refere-se à entrada no mercado e o desenvolvimento e consolidação do modelo de negócio; e a terceira passa pela criação e implementação de estratégias de crescimento do negócio. Cada uma destas etapas tem associados diferentes desafios.
O primeiro princípio, para o desenho e implementação de uma boa estratégia de promoção e apoio ao empreendedorismo, é colocar o empreendedor no centro da mesma! Esta visão implica passar a avaliar e monitorar as necessidades dos empreendedores e do ecossistema, como forma de definir novas estratégias e programas. Tendo isto em consideração, existe um conjunto de boas práticas que podem ser ponderadas na promoção e apoio ao empreendedorismo nas cidades, tais como:
· Criação de comunidades de prática locais que juntem os empreendedores;
· Eventos catalisadores que promovam o empreendedorismo e qualificação dos empreendedores;
· Programas de aceleração que impulsionem o desenvolvimento das novas empresas;
Aposta na qualificação das incubadoras e dos ambientes de coworking, para que estas consigam ser o braço direito dos empreendedores não apenas na sua necessidade de espaço de trabalho, mas também na dimensão dos serviços especializados e acesso a redes;
· Criação de redes de mentores locais, de forma promover a partilha do conhecimento e de contatos, ganhando os empreendedores com a experiência dos mentores;
· Captação de investidores, de forma a aproximar os empreendedores de oportunidades de investimento;
· Criação de fundos locais de investimento, focados no apoio às novas empresas criadas localmente;
· Vias processuais facilitadas para empreendedores em relação às cidades, garantindo que as necessidades legais dos empreendedores são tratadas de forma ágil e personalizada;
· Canais de comunicação facilitados entre cidades e empreendedores, para que estes possam articular os seus projetos com a informação e oportunidades que surgem associadas à dinâmica das cidades;
· Criação de prêmios de empreendedorismo, nos quais a atividade empreendedora possa ser celebrada para que seja promovida como uma prática de relevo social.
Estas e outras ações criam ecossistemas empreendedores onde o potencial de sucesso das novas empresas é maior. Muitas vezes, estas ações são promovidas pelos próprios empreendedores ou organizações da sociedade civil, mas também por estruturas públicas criadas por municípios ou universidades. A criação de um ecossistema vibrante de empreendedorismo é um bom desafio para cidades e municípios. Esta implica um compromisso de longo prazo do setor público, mas também um envolvimento próativo dos empreendedores e de outros agentes econômicos.
Cidades onde a atividade empreendedora se torna parte da sua cultura são certamente cidades mais inteligentes, com mais futuro, e onde é mais agradável, interessante e próspero viver.