o calendário completo da rodada de Assembleias Regionais e Temáticas do Orçamento Participativo 2014/2015.
Professor Ari Riboldi: Cliente, código, consumidor, fiscal, freguês, proteção, pendurar no prego...
Cliente - Do latim “cliens, clientes”, na antiga Roma, indivíduo que estava sob a proteção de um patrono (cidadão rico e poderoso); por extensão, afilhado, protegido, patrocinado, vassalo. Consumidor, comprador assíduo de uma casa comercial; pessoa que confia a defesa de seus interesses ou direitos a um advogado, procurador ou tabelião; qualquer integrante de uma rede de clientes. Da mesma raiz: clientela, clientelismo, clientelista.
Código - Do latim “códex, codicis”, registro, livro, escrito. No sentido original, tronco de árvore, depois assume a acepção registro e tabuinha de escrever. Da mesma raiz de codificar e decodificar. Conjunto de leis, normas e regulamentos; norma, regra, princípio; sistema para cifrar a escrita, tornando ininteligível e secreta; sistema de símbolos e de signos usado para representar informações e instruções.
Consumidor - Do verbo latino “consumere”, gastar, comer, destruir, esgotar, morrer. Na raiz, o verbo latino “sumere”, tomar, agarrar, apoderar-se, apropriar-se. O que consome ou adquirir mercadorias, riquezas, serviços para uso próprio e para os seus; freguês, comprador, cliente.
Fiscal - Do latim “fiscalis”, por sua vez de “fiscus”, antigo balaio de vime usado para espremer azeitonas e uvas. Mais tarde, na antiga Roma, “fiscus” ficou sendo o nome do cesto para depositar o dinheiro arrecadado pelos coletores de impostos. Da mesma raiz, derivam fiscalizar e confiscar. Funcionário com atribuição de verificar o cumprimento de qualquer ordem, regulamento ou determinação; inspetor.
Freguês - Termo de origem religiosa, provavelmente do latim vulgar “filiu ecclesiae”, filho da igreja, um vocativo que o padre usava para chamar os fiéis de sua comunidade. Por extensão, o que pertencia à mesma paróquia; depois, o que compra, vende ou presta serviço habitualmente a uma mesma pessoa.
Proteção - Do verbo latino “protegere”, cobrir, amparar, abrigar, esconder. Vem do verbo “tegere”, cobrir, ocultar, abrigar, com o prefixo “pro”, em favor de. Cuidado, abrigo, guarita; defesa; invólucro, embalagem; legislação que protege e assegura direitos; conjunto de medidas práticas para fazer vigorar essas leis; no meio econômico, conjunto de medidas com o fim de incrementar ou garantir a sobrevivência de determinado setor produtivo, com medidas de incentivo fiscal, linhas de crédito e restrição á importação de produtos concorrentes.
Consumatum est - Frase proferida por Jesus Cristo, antes de morrer crucificado. Do latim, traduzida é: Está tudo consumado; Acabado. Jesus, enfim, havia cumprido a sua missão terrena.
Pendurar no prego e freguês de caderno - Comprar, levar o produto e deixar para pagar depois. Prática comum em pequenos armazéns, bares, mercearias e similares. O freguês, morador das redondezas e conhecido do dono do estabelecimento, faz a compra diária e deixa para pagar tudo ao término da semana ou do mês, quando recebe o seu salário. Muitos comerciantes tinham um prego na parede a ali espetavam as contas ou os bilhetes com o registro das dívidas.
Atualmente, a prática mais comum é o registro dessas despesas num caderno, numa caderneta. Cada freguês tem a sua folha e deixa a rubrica ao lado de cada anotação, ato que lhe dá ciência do valor a ser quitado posteriormente. Com isso, hoje em dia há poucos pendurados no prego ou pendurados na parede, mas muitos estão no caderno ou caderneta. A relação nasce da mútua confiança. De vez em quando, alguém deixa a conta pendurada e desaparece de vez, fato que leva o dono do negócio a colocar um cartaz na parede com os seguintes dizeres: Fiado só para os maiores de 80 anos acompanhados de seus avós. São raros os que fazem isso, como medida extrema, pois vivem do “freguês de caderno”, sem o qual o seu estabelecimento comercial não se sustentaria.
Na gíria do futebol, freguês de caderno é o adversário que sempre perde de determinado time.
Fale e escreva corretamente – João-de-barro
João-de-barro é grafado com hífen, como todos os nomes compostos ligados por preposição e que designam nomes de animais (fauna) e de vegetais (flora). Plural: joões-de-barro. Havia três joões-de-barro ciscando no quintal.
Ditado popular
Vergonha é roubar e não poder carregar
Ditado empregado para fazer referência a algo que não deve ser considerado motivo de vergonha ou de constrangimento. Coisas acontecem na vida das pessoas sem que elas queiram e das quais não precisam se envergonhar. O que deve constranger é a mentira, a falta de caráter, a ação maldosa, a má-fé
_____________________________________________________________________