Diz-se do que se opõe à razão e ao bom senso; estúpido, tolo, sem sentido; que não se enquadra em regras ou normas estabelecidas; para os filósofos da Antiguidade e da Idade Média, pensamento inconsistente, sem fundamento, contraditório e incoerente sob o ponto de vista lógico.
Puxão de orelhas - Levar um puxão de orelhas significa ser repreendido, ser admoestado por algo errado, por atitude incorreta. Não se pode esquecer que o ato era largamente utilizado, em âmbito doméstico, pelos pais como forma de corrigir o comportamento inadequado dos filhos. O habitual era torcer e depois puxar a orelha, o que provoca dor, como mensagem para não incorrer novamente no deslize. Nos tempos atuais, já não se admite o contato físico como forma de castigo, sendo substituído pela admoestação verbal e pela privação temporária do usufruto de algum brinquedo ou atividade de lazer. Antigamente, em muitas civilizações – aqui emprego a palavra civilização com um tom irônico – era habitual cortar-se as orelhas dos prisioneiros de guerra e dos ladrões. Há relatos de episódios dessa natureza até mesmo aqui no Brasil, no primeiro século do período colonial. Contava-se o total de orelhas, dividia-se por dois e o resultado representava o número de prisioneiros ou de ladrões punidos.
Fale e escreva corretamente – Devagar, devagarinho, divagar
Devagar – Advérbio. Lentamente, sem pressa, vagarosamente. Devagar se vai ao longe. O sufixo ‘inho’ transmite afeto ou dá ênfase. Caminhe devagarinho, meu filho.
Divagar – Verbo. Andar sem rumo certo; sair de assunto que está sendo tratado; discorrer sem nexo; fantasiar, devanear. Diante de perguntas mais diretas, o entrevistado começava a divagar e a fugir do tema.
Ditado popular
Não há melhor espelho que amigo velho
Amigo verdadeiro e de longa convivência conhece qualidades e defeitos. Nessa condição, é o que aponta os defeitos, pois sabe como ninguém quais são. Pode ser comparado a um espelho que reflete até o aspecto interior, o caráter, o comportamento.