No sentido literal, arma que contém balas e munição na agulha para efetuar disparos. No figurado, diz-se de quem tem meios (dinheiro, prestígio, poder, habilidade, conhecimento, etc) disponíveis para executar determinado trabalho e entrar em ação assim que for necessário.
Tirar bala de criança - Diz-se de algo fácil de executar, sem dificuldade alguma, como se fosse o ato de tirar um doce de uma criança, pois não tem como oferecer resistência.
Bola - Do latim “bulla”, bolha, bola (ver bula). Objeto redondo, esfera; círculo, circunferência; objeto esférico, esferoide, maciço ou cheio de ar comprimido usado em determinados esportes; informalmente, juízo, bom senso, equilíbrio; pagamento indébito como forma de suborno, em troca de favor, propina.
Na gíria do futebol, a bola recebe muitos nomes: balão de couro, pelota, maricota, mariazinha, criancinha, neném, gorduchinha, redondinha, menina, boneca, margarida, esférico, caroço, ameixa, moça, verruga.
Bola cheia - Que está em boa fase, em pleno sucesso; com sorte, com plena aprovação; fase em que tudo corre bem; período de grandes vitórias.
Bola de cristal - Bola de cristal ou de vidro usada, pretensamente, para prever o futuro e em atividades de adivinhação. Na prática, a expressão é empregada para deixar evidente que alguém, ao ser provocado, não tem como prever acontecimentos. Não tenho bola de cristal para saber o que vai ser de nossa empresa se a crise continuar.
Bola pra frente - Expressão usada para estímulo após derrota ou imprevisto, como forma de estímulo a prosseguir e superar as dificuldades encontradas.
Bola quadrada - Gíria do futebol para designar passe feito por jogador sem habilidade, em que a bola não sai da forma adequada para o domínio do companheiro; o mesmo que melancia.
Baixar a bola - Tornar-se menos pretensioso; ser mais humilde ou menos ganancioso. O mesmo que baixar a crista.
Comer a bola - Jogar de maneira esplendorosa. O mesmo que bater um bolão.
Comer bola, levar bola - Aceitar suborno para levar vantagem ou em troca de favor; receber propina.
Encher a bola de alguém - Elogiar, enaltecer a conduta de alguém.
Estar com a bola toda - Estar com sorte; ter o domínio total de uma situação; estar no comando de uma operação.
Estar pela bola sete - Em sinuca, estar próximo ao final da partida; encontrar-se em situação constrangedora de apenas aguardar a ocorrência de algo, geralmente danoso ou desagradável, sem poder de reação para evitar o pior...
Gastar a bola - Na gíria do futebol, jogar muito bem, fazer jogadas espetaculares, estar em grande fase como atleta.
Pisar na bola - No sentido literal, pisar na bola, em jogo de futebol, e cair; no sentido figurado, dar uma mancada, cometer engano, fazer algo equivocado, desrespeitar norma, sair-se mal.
Ser a bola da vez - No jogo de sinuca, bola que dever ser encaçapada, de acordo com numeração e regras estabelecidas; aquele que se destaca, que está em evidência no momento; aquele que está sob ameaça ou ao alcance de desgraça.
Trocar as bolas - Fazer ou dizer alguma coisa em lugar de outra. A frase vem do jogo do bilhar, quando um jogador, por engano, joga com a bola do parceiro.
Bula - Quando se fala em bula, de imediato vem à mente o papel com as letras minúsculas que acompanha a caixinha de um remédio. A origem e os significados do termo, porém, são bem mais amplos e vão muito além das orientações acerca de uma medicação.
Do latim “bulla”, bolha de ar na superfície da água, objeto em forma de bolha, bola, bolinha, cabeça de prego para enfeite nas portas, bolinha de ouro ou de outro metal que os filhos dos patrícios romanos traziam ao pescoço até a idade de 17 anos, bolsinha pendurada ao pescoço como talismã ou para evitar mau-olhado, sinete, selo. Da mesma raiz, o verbo latino “bullire”, ferver, e “bullare”, encher-se de bolhas, tomar a forma redonda de uma bolha.
Em Roma, pequena bola de metal pendurada ao pescoço dos filhos dos patrícios até atingirem 17 anos de idade; pequena bolsa que traziam ao pescoço os que entravam em triunfo em Roma e dentro da qual colocavam supostos preservativos contra a inveja; na chancelaria, selo ou sinete que se prendia a um documento como sinal de sua autenticidade; medalha que os nobres romanos portavam com distinção de sua posição social, de seu prestígio e poder; qualquer peça de ouro ou outro metal em forma arredondada; documento com selo de autenticidade; carta expedida pelo papa com selo de autenticidade contendo orientações, concessão de benefícios, etc; série de privilégios concedidos por bula do papa e que podem ser adquiridos pelos fiéis; impresso que acompanha um medicamento, com informações sobre composição, posologia e contraindicações.
Contar bulas - Contar mentiras, inventar histórias.
Ter bulas para tudo - Ter capacidade; arrogar-se o poder de tudo fazer.
Fale e escreva corretamente – cujo, cuja, cujos, cujas
Os pronomes relativos cujo, cujas, cujos, cujas se empregam somente no sentido de posse. Eles fazem referência ao termo que os antecedem e sempre concordam em gênero e número com o substantivo subsequente. Na prática, substituem ‘do qual, da qual, dos quais, das quais’.
O atleta cujo comportamento for inadequado será desligado do time. (cujo concorda com o substantivo comportamento – o comportamento do qual – no masculino e no singular)
O atleta cuja conduta for inadequada será desligado do time. (cuja concorda com o substantivo conduta – a conduta do qual – no feminino e no singular)
O atleta cujos atos forem inadequados será desligado do time. (cujos concorda com o substantivo atos – os atos do qual – no masculino e plural).
O atleta cujas atitudes forem inadequadas será desligado do time. (cujas concorda com o substantivo atitudes – as atitudes do qual – no feminino e no plural). É erro grave o emprego de cujo o, cuja a, cujos os, cujas as. O atleta cujo o comportamento for inadequado será desligado do time. Essa construção (cujo o) é incorreta.
Observe também o emprego da preposição diante do pronome, conforme a regência do verbo. Este é o funcionário em cujo trabalho todos confiam. (confiar em)
Ditado popular
A necessidade é a mãe das invenções
Na hora do aperto, no momento crítico, no qual se deve tomar uma atitude, podem surgir novas ideias. Nesse sentido, as crises são momentos próprios para a busca de novas alternativas, para desafios, para ousadias. No limite de tempo para decidir e diante de parcos recursos, é preciso ousar, inovar, tentar.