Gestão, gestor
Do latim “gestio, onis”, gestão, ato de dirigir, gerência, administração. Termo derivado do verbo “gerere”, levar, ter consigo, trazer, andar com. No sentido figurado, incumbir-se voluntariamente, chamar para si; por extensão, executar, cumprir, administrar, gerir, fazer, exercer, produzir, proceder, criar, ter, mostrar, manter, nutrir. Gestor, no sentido original, é o que leva a cabo alguma coisa. A gestão supõe planejar, organizar, liderar, controlar e, assim, obter ou alcançar os objetivos desejados.
Na forma neutra do latim, “gesta, gestatorum” significa grandes façanhas, feitos ilustres, proezas. Da mesma raiz do verbo latino “gerere'’ vem “gestus, us”, movimento, atitude, gesto, gesticulação, gestos do orador, caretas. Também de “gerere” deriva o verbo “gesticolari”, gesticular, fazer pantomima.
Dessa forma, afirmar, como fazem alguns estudiosos, que gestão vem de “gesticolari” (gesticular e dos gestos indicativos de direção dos condutores e líderes) é improcedente, descabido. Nada impede, porém, que um gestor também faça gestos na sua atividade de administração, o que não significará dizer que são os seus gestos que o definem como gestor. Se assim o fosse, haveria uma proliferação de gestores, levando em conta o grande número de pessoas que mais se comunicam por gestos, com movimentos das mãos e da cabeça do que propriamente por palavras e atitudes.
Líder
Do inglês “leader”, algo ou alguém que guia, conduz.
Indivíduo com autoridade para comandar ou coordenar outros; pessoa cujas palavras e ações influenciam o pensamento e comportamento de outras; por extensão, país, Estado, grupo que exerce predomínio, domínio ou tutela sobre os congêneres no campo político, social, econômico, cultural; chefe ou porta-voz de um partido ou movimento político; parlamentar que representa a bancada de um partido político ou do governo numa casa legislativa; pessoa que conduz e comanda movimento religioso, artístico, científico, etc, agregando os adeptos; atleta ou equipe que ocupa o primeiro lugar em campeonato ou competição esportiva.
Dar uma colher de chá
Dar uma nova oportunidade a quem falhou, com o objetivo de corrigir um erro; perdoar uma falha; oportunizar uma nova tentativa, uma nova chance; permitir o recomeço de uma ação frustrada; favorecer, dar um empurrãozinho.
O chá sempre foi considerado terapêutico, com propriedades preventivas para a saúde. Existe o calmante, o digestivo, o analgésico, o cicatrizante, o diurético, o ativante da circulação, o antirreumático e tantas outras funções medicinais. Uma colher de chá é bem-vinda nas horas de crise: hortelã, erva-doce, funcho, macela, capim-cidró, erva-cidreira, boldo, guaco, carqueja, camomila, malva, losna, guanxuma, picão-preto, babosa, chapéu-de-couro, etc.
Fale e escreva corretamente – Diretor-presidente, diretor executivo
Diretor-presidente – Grafado com hífen porque o substantivo composto (que designa o cargo) é formado por substantivo (diretor) mais substantivo (presidente), constituindo um novo substantivo (os dois substantivos perdem sua autonomia e adquirem novo sentido). O diretor-presidente do grupo empresarial viajou à China. Outros exemplos: editor-chefe, diretor-superintendente.
Diretor executivo – Grafado sem hífen porque não ocorre a formação de novo substantivo. No caso, diretor é substantivo e executivo é adjetivo (substantivo mais adjetivo), cada um mantendo a sua função morfológica, a sua autonomia. O
diretor executivo da empresa fará reunião com as assessorias. Outros exemplos: secretário adjunto, diretor financeiro, gerente geral, assessora parlamentar, editor geral.
Ditado Popular
Tatu velho não se esquece do buraco
Os tatus escondem-se em tocas que cavam no solo. O ditado faz alusão a indivíduo que, depois de algum tempo, retorna ao local que lhe serviu como referência de segurança e confiabilidade, para se proteger, buscar auxílio ou para retomar atividades interrompidas.
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