Deslumbrar - Do espanhol “deslumbrar,”, maravilhar, termo derivado de “lumbre”, luz; por sua vez, de origem do latim “lumen, luminis”, luz, archote, candeia, lâmpada; luz do dia, dia; luz da vida, vida; fresta por onde passa a luz, janela; brilho, glória. Na origem do verbo, portanto, o prefixo latino “des”, afastamento, negação, ação contrária, mais “lumen, luminis”, luz, o que equivale a sem luz, afastar-se da luz.
Perder o brilho, ficar noite. As paredes de madeira deslumbraram-se com a ação dos anos; ofuscar, turvar os olhos. A forte luz dos refletores deslumbrava-nos. No sentido figurado, causar admiração, encher-se de admiração pela qualidade superior de algo, ficar encantado por algo. Maravilhar-se, seduzir-se. A inteligência da menina deslumbrou a todos; perturbar, desorientar, obcecar. O cantor deslumbrou-se com o sucesso repentino.
Da mesma raiz: deslumbrante, deslumbramento, deslumbrado.
Vislumbrar - Do espanhol “vislumbrar”, iluminar frouxamente, por sua vez, do verbo latino “luminare”, alumiar, iluminar mal, e do substantivo latino “luminare, luminaris”, geralmente empregado no plural, luz, frestas, janelas. Iluminar mal, lançar uma luz tênue e frouxa. A luz da vela vislumbrava fracamente o pequeno quarto; entrever, enxergar de forma parcial e fraca. Apenas a lua vislumbrava a densidão da floresta; despontar, começar a aparecer. Ao longe, vislumbravam os rubores da aurora; entender, perceber. Depois de repetidas tentativas, o engenheiro vislumbrou a resolução para o problema.
Vaquinha de presépio - Diz-se de pessoa que é apenas figura ilustrativa, sem voz ativa, sem opinião. É usada apenas para figuração, para ocupação de espaço, para contar número. Ou, ainda, a que se presta para manipulação e para interesse de outrem.
A expressão encontra inspiração no costume popular de fazer o presépio, com o cenário do nascimento de Jesus, por ocasião das festas natalinas. Segundo a Bíblia, Jesus nasceu numa manjedoura, local onde se deposita alimento para as vacas, num estábulo. No presépio, o menino Jesus está cercado por figuras de pastores, ovelhas e vacas, cenário bucólico que lembra a noite de Natal. A estrela, no alto, indica o caminho para a visita dos reis magos que foram até lá para levar presentes ao menino Jesus.
Fale e escreva corretamente – O champanhe, o champanha.
Champanha ou champanhe – As duas grafias estão corretas e se trata de um substantivo masculino, portanto com artigos, adjetivos e pronomes a ele relacionados também no masculino. Vamos tomar o champanha (um champanha). O seu champanhe (ou champanha) é muito delicioso. O termo ‘champanha’ ou ‘champanhe’ é comercialmente exclusivo para designar vinhos de origem da região de Champagne, na França, com direitos de marca registrada. O vinho similar aqui no Brasil recebe o nome de espumante. Sob o ponto de vista comercial e jurídico, o emprego da palavra está bem definido. O povo em geral, porém, ainda não assimilou a legislação e continua usando champanha mesmo para o que não é de Champagne, França.
Ditado popular
A gato pintado não se confia a guarda do assado.
Não se deve correr o risco de dar responsabilidades a quem não é sabidamente digno de confiança. Qualquer tarefa, com mais razão a de maior importância, deve ficar a cargo de quem já deu prova de competência e de que é merecedor de crédito.