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Parque Natural Municipal Saint’Hilaire

 O Parque Natural Municipal Saint’Hilaire é uma Unidade de Conservação da Natureza do grupo de Proteção Integral de 1.148 ha, cujos objetivos de proteção da área estão contidos no Decreto 14.289, de 16 de setembro de 2003, que o enquadrou no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e mais recentemente no Sistema Municipal de Unidades de Conservação do Município de Porto Alegre.

Os objetivos legais do Parque são:

I - proteção e preservação dos ecossistemas e da diversidade biológica;
II - obtenção de conhecimentos científicos básicos e incentivo à pesquisa;
III - integração da Unidade de Conservação com o entorno;
IV - educação sócio-ambiental continuada;
V - operacionalização da Unidade de Conservação;
VI - revisão periódica do Plano de Manejo.

Histórico
Desde 1898, a antiga Companhia Hidráulica Porto Alegrense, proprietária de grande parte da área, captava água com fins de distribuição à população. Na década de 1940, foi construída a Barragem da Lomba do Sabão, um reservatório para captação de Água com 75 ha de lâmina d'água. A água, captada e tratada, era bombeada para a Hidráulica Moinhos de Vento em Porto Alegre, para distribuição à população. O recalque da água utilizava a madeira para gerar energia, motivo pelo qual a Companhia plantou eucaliptos no local. A importância hídrica foi o motivo pelo qual a Prefeitura de Porto Alegre adquiriu a área em 1944, com fins de proteção da qualidade ambiental da bacia hidrográfica e suas águas. Pela Lei 16, de 29 de novembro, de 1947, passou a ser denominado “Jardim Botânico Municipal Parque Saint’Hilaire”. O nome homenageava o conhecido naturalista e viajante francês Augustin François Cesar Provensal Saint´Hilaire, que deixou um vivo relato sobre aspectos sociais e naturais do Rio Grande do Sul em seu livro Viagem ao Rio Grande do Sul, de 1820. 

O Jardim Botânico era administrado pelo  Departamento Municipal de Água e Esgotos da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). Com a criação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam), em 1977 o então Jardim Botânico passou a ser administrado por esta secretaria sob a denominação de “Parque Saint’Hilaire”, sendo separado em duas áreas: uma de Preservação Permanente com 950 ha e outra de 230 ha destinada à recreação pública. Em 2003 o Parque foi enquadrado no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, passando a denominar-se Parque Natural Municipal Saint’Hilaire. Seu espaço foi dividido em 8 zonas de uso pelo Plano de Manejo elaborado em 2002, zoneamento este que passou a valer em relação à subdivisão em áreas de preservação e recreação determinada anteriormente. Parte do espaço é considerado área de uso intensivo onde é permitida a visitação, havendo ainda áreas intangíveis, dentre outras caracterizadas no zoneamento do Plano de Manejo. A área de uso intensivo conta com churrasqueiras, quiosques e canchas esportivas.

Importância Ambiental
O Parque abriga mais de 50 nascentes, as mais distantes da foz do Arroio Dilúvio, possuindo papel fundamental na conservação da bacia hidrográfica. A fitogeografia do Parque é formada pela Floresta Estacional Semi Decidual, ecossistema associado ao Bioma Mata Atlântica, a segunda maior floresta em diversidade biológica e também a segunda mais devastada do planeta, considerada área prioritária para conservação da biodiversidade. A composição da vegetação é dada por 450 ha de mata nativa e cerca de 300 ha de campo nativo. O campo nativo conta com  áreas expressivas de butiazais, além de banhados. O butiazal é uma formação altamente ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul, devido à expansão urbana, agrícola e pecuária.

Entre 1944 e 1946, antes da criação do parque, foram plantados cerca de 450 mil árvores de diferentes variedades de eucaliptos, sobre as áreas de campo nativo. Atualmente, há 120 hectares de Eucalyptus sp  divididos em oito manchas e 10 hectares de Pinus sp, espécie exótica invasora. Em setores de planície de inundação em que se processa o extravasamento de águas pluviais, obtém-se banhados. No parque eles se formaram, principalmente, depois da construção da Barragem Lomba do Sabão. É uma área rica em produtividade primária e um refúgio para nidificação de diversas espécies. 

No Plano de Manejo, feito em 2002, foram identificadas no parque 56 espécies vegetais distribuídas em 27 famílias. Estima-se que esse número ultrapasse as 161 espécies e 54 famílias. Entre as espécies vegetais ameaçadas, destacam-se a canela-preta (Ocotea catharinensis) e, em vias de extinção, a corticeira da terra (Erythrina falccata) e as figueiras do gênero Fícus sp. O parque é um refúgio para a fauna da região metropolitana, com uma biodiversidade composta por 12 espécies diferentes de mamíferos, dentre eles graxaim, ouriço, gambá e mão-pelada, 47 espécies de répteis (cobras, lagartos, lagartixas), 23 de anfíbios (sapos, pererecas e rãs), 14 espécies de peixes que habitam a barragem e 88 espécies de aves, sendo que quatro estão ameaçadas de extinção: chupa-dente (Conopophaga lineata), patinho (Platyrinchus mystaceus niveigularis), cisca-folha (Sclerurus scansor cearensis) e choca-da-mata (Thamnophilus caerulescens cearensis). 

Conselho Consultivo
O conselho Consultivo, criado pelo Decreto 15.223, de 20 de junho, de 2006, é atuante e possui papel fundamental na gestão compartilhada do Parque. É composto por 8 representantes de  instituições da sociedade civil ou de ensino e 8 representantes de órgãos públicos.

Visitação
A entrada é gratuita e visitas orientadas podem ser agendadas por instituições de ensino e pesquisa. 
Em dias de condições climáticas adversas (chuvas e/ou ventos), o Parque não abre para visitação.

Endereço: RS-040 - Avenida Senador Salgado Filho, 2785, parada 38, bairro Vera Cruz – Viamão.
Telefone: (51) 3493-5644
Horário Normal: segundas-feiras a domingos, das 7h30 às 18h, com saída às 18h30
Horário de Inverno: segundas-feiras a domingos, das 7h30 às 17h30, com saída às 18h
Em dias de condições climáticas adversas (chuvas e/ou ventos), o Parque não abre para visitação.



              

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