Reserva do Lami
Em função das medidas adotadas para enfrenamento da pandemia de COVID-19, as Unidades de Conservação encontram-se fechadas.
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A Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger possui grande variedade de ambientes, como matas ciliares, banhados, juncais, matas de restinga, maricazais, vassourais e campos arenícolas, contribuindo para a diversidade de espécies da flora e fauna silvestre.
Por meio de estudos científicos, foram identificadas mais de 300 espécies vegetais nativas, um número muito superior de espécies animais e mais de 200 espécies de aves nativas, inclusive migratórias, locais, regionais e continentais. Os banhados em seus diferentes gradientes de umidade, além daqueles sazonais (que tem seus ciclos vitais atrelados a épocas do ano de cheias), assim como os juncais, são considerados berçários para muitos organismos aquáticos como peixes, anfíbios e moluscos. Além disso, nas elevações arenosas é possível encontrar ovos de tartaruga e de lagartos.
Ocorrem na Reserva Biológica espécies ameaçadas de extinção em diferentes status de conservação, de acordo com as listas oficiais do Estado, raras, endêmicas e imunes ao corte. Entre elas, podemos destacar a figueira da folha miúda (
Ficus Cestrifolia), a corticeira do banhado (
Erythrina crista-galli) e o butiazeiro (
Butia Capitata), espécies protegidas por leis municipais e estaduais e imunes ao Corte.
A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), maior roedor do planeta, pode ser encontrada principalmente nas matas ciliares, em razão de seus hábitos semi-aquáticos. Também são vistas em transição entre ambientes terrestres próximo a cursos d’água. A espécie vive em pequenos agrupamentos. Há ainda a ocorrência do jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris). Espécies ameaçadas de extinção, no status vulnerável, como a lontra (Lontra longicaudis) e o bugio-ruivo também ocorrem na região. Os bugios necessitam de conexões de matas nativas, na forma de corredores de biodiversidade para a sobrevivência e manutenção da espécie. A fragmentação de ambientes naturais tem sido uma das maiores ameaças a sobrevivência dos bugios.
A Ephedra tweediana, vegetal considerado raro e endêmico, característico das matas de restinga, é um dos ecossistemas mais ameaçados no Rio Grande do Sul e sua ocorrência na região motivou ação inicial para a criação da Reserva Biológica do Lami em 1975.
A Reserva Biológica do Lami José Lutzeberger presta importantes serviços ambientais com a salvaguarda de seus ecossistemas e biodiversidade. Entre seus principais objetivos estão a conservação da natureza, a pesquisa científica e a educação ambiental.
Visitas educativas com grupos podem ser agendadas por meio do telefone (51) 3258-1314 ou pelo e-mail reservalami@smam.prefpoa.com.br.
- Para acessar o livro Fauna e Flora da Reserva do Lami,
clique aqui.
- Para acessar a Cartilha Ilustrada de Educação Ambiental da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger,
clique aqui
Endereço: Avenida Otaviano José Pinto, s/nº.- Centro de Educação Ambiental Augusto Carneiro.
Telefone: (51)3289-8326
Área: 204,04 hectares
Inaugurada em 1975